As eleições para a presidência da Câmara de Vereadores de Assaí (36 km de Londrina) podem levar o PSDB a expulsar o presidente do Legislativo, Silvio Carlos Guadaguini. O partido acusa o parlamentar de infidelidade partidária. O vereador foi um dos cinco parlamentares eleitos pela coligação PSDB/PSC - grupo majoritário na Câmara. Porém, em razão de divergências com seus colegas, Guadaguini lançou-se candidato a presidente com apoio dos quatro vereadores do outro grupo, sagrando-se vencedor. O presidente não teve nenhum voto dos colegas de partido.
De acordo com o presidente do PSDB local, Luiz Alberto Vicente, a Comissão de Ética abriu processo para investigar o assunto. Se for condenado, Guadaguini pode ser expulso do partido - e corre o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. O vereador já foi intimado para apresentar defesa prévia. Vicente alega que Guadaguini migrou para o outro grupo porque queria decidir sozinho o nome do futuro assessor jurídico da Câmara. ''Quem vai decidir isso é a Comissão de Ética, mas a grosso modo creio que houve infidelidade'', avaliou Vicente.
O presidente do PSDB explicou também que a força dos votos de legenda foi decisiva para a vitória de Guadaguini. ''Ele foi o vereador menos votado do partido dentre os eleitos. Se tivesse em qualquer outro partido, não seria eleito. Então, a ajuda partidária da legenda contou muito para sua vitória'', afirmou.
O presidente da Câmara se disse ''tranquilo'' diante das acusações. ''Eles estão se mexendo para me prejudicar, não sei o motivo. Acho que ser presidente da Câmara não é ruim para o partido'', afirmou. ''Se for assim, também vejo infidelidade deles porque não votaram em mim.''
Guadaguini alegou também que sua única atitude foi se ''lançar candidato''. ''O partido sabia que meu nome era cotado. Entrei na disputa e tive o apoio da maioria. No final, o partido disse que fez uma reunião para lançar outro candidato, mas isso não é verdade'', contestou. O presidente da Câmara afirmou que já está elaborando sua defesa para ser entregue à Comissão de Ética nos próximos dias.

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