No meio do tiroteio entre oposição e governo por causa da venda da Copel, o presidente da Assembléia Administrativa, Hermas Brandão (PTB), apresentou esta semana, em Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro do Paraná), uma proposta alternativa. Ele defendeu que o governo poderia privatizar apenas a transmissão e distribuição de energia, mantendo a geração com o Estado. ‘‘Temos que avaliar a viabilidade técnica da idéia, mas o governo poderia manter o setor de geração de energia e vender as áreas de transmissão e de distribuição’’, disse.
A proposta não agradou defensores da Copel pública nem da Copel privatizada. Orlando Pessuti (PMDB), por exemplo, permaneceu irredutível. ‘‘Continuo defendendo que a Copel permaneça nas mãos do Estado. Não gostei dessa história de privatizar em partes.’’ Já o governista Duílio Genari (PPB) quer a venda completa. ‘‘O projeto inicial de privatização da Copel é meu. Sempre fui a favor da privatização de qualquer empresa pública.’’
Brandão admitiu que não existem estudos técnicos sobre a proposta de vender apenas parte da empresa, mas argumentou que a manutenção da geração de energia impediria a ocorrência de problemas em setores estratégicos.

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