Curitiba - As atividades na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná foram retomadas, ontem, com a promessa de que todas as matérias pendentes sejam votadas até o fim deste ano legislativo. O presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), rejeitou a possibilidade de ''recesso branco'' durante o período eleitoral, mas não descarta que o ritmo dos trabalhos possa ser reduzido em setembro, com a proximidade da decisão nas urnas. Dos 54 deputados estaduais, cinco não tentarão a reeleição e outros três vão disputar a Câmara dos Deputados.
Justus garantiu que levará a plenário todas as Propostas de Emenda Constitucional (PEC) previstas, entre elas a que propõe a extinção da reeleição em cargos da Mesa Executiva da Casa, além dos projetos polêmicos como o de reestruturação da Polícia Militar, de compensação das dívidas com a utilização de créditos dos precatórios e a Lei da Transparência.
''Eu já iria colocar a Lei da Transparência para votação amanhã (hoje). Mas alguns deputados me pediram prazo para apresentar emendas. Então vou encaminhar na próxima terça-feira'', explicou o presidente. Relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) disse ainda aguardar a manifestação dos demais poderes e do Ministério Público sobre o projeto.
Justus já anunciou uma alteração no horário das sessões para que os deputados estaduais que concorrem à reeleição possam passar mais tempo em suas bases. A partir de amanhã, as sessões de quarta-feira serão realizadas pela manhã. Ainda assim, alguns deputados criticaram o fato de não ser considerado um ''esforço concentrado'', a exemplo do ritmo das atividades aprovado no Congresso Nacional para apenas as primeiras semanas do mês de agosto e de setembro, durante período de campanha. O presidente da Casa informou que se reuniria com os deputados hoje pela manhã para discutir sobre as sessões.
A sessão de reinício das atividades após duas semanas de férias não teve votação. Foram recebidas quatro mensagens do governador Orlando Pessuti (PMDB) que tratam desde a criação de um programa estadual para fomento de corais até o estabelecimento da fiscalização de sementes e mudas no Estado. Outro projeto enviado pelo governador pede a exclusão de instituições de ensino superior vinculadas à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da exigência de recolher ao Tesouro Geral do Estado os 80% de superavit financeiro apurados em seus balanços patrimoniais.

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