Presidente convoca reunião com centrais sindicais hoje
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domingo, 15 de maio de 2016
Agência Estado 
São Paulo - O presidente interino, Michel Temer (PMDB), convocou para hoje, às 15h, em Brasília, reunião com centrais sindicais para discutir possíveis mudanças na Previdência Social, A informação foi repassada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participarão ao lado do presidente em exercício, Michel Temer. O encontro foi agendado depois de reações de representantes de trabalhadores às declarações de Padilha e Meirelles. Em entrevista, eles afirmaram que o governo irá aumentar o tempo de contribuição e adotar a idade mínima.
Até o momento, foram chamadas Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiros, Nova Central Sindical de Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros, União Geral dos Trabalhadores (UGT), além de Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e a Central Única dos Trabalhadores.
Paulinho contou que a Força Sindical, entidade presidida por ele, quer ouvir as propostas de Temer e a ideia do encontro é "acertar procedimentos". Em conversas anteriores com representantes do atual governo, teria sido dito que nada mudaria sem ampla negociação com centrais sindicais, afirmou Paulinho da Força. "Queremos que seja o governo do diálogo, que não seja um governo que decida de cima para baixo", acrescentou
Entre os pontos defendidos, o político disse que não aceitará alterações na idade mínima para aposentadoria de quem já estiver trabalhando. "Se for para discutir para quem começa a trabalhar agora, até é possível. O jovem que começa a trabalhar agora vai viver 100 anos e é possível trabalhar um pouco mais", afirmou.
Na entrevista, na sexta-feira, Meirelles defendeu a mudança nas regras da Previdência. "A reforma da Previdência é uma necessidade. A Previdência tem que ser autossustentável ao longo do tempo", disse. O ministro também defendeu uma idade mínima para as aposentadorias. No mesmo dia, Paulinho da Força chamou de "estapafúrdias" as ideias do ministro da Fazenda. "A Força Sindical repudia qualquer tentativa de se fazer uma reforma da Previdência que venha a retirar direitos dos trabalhadores", disse por meio de nota. O dirigente lembrou que o último governo "já fez mudanças no regime da Previdência que só resultaram em prejuízos para os trabalhadores".


