Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completou ontem a reforma ministerial com a escolha do presidente do PDT, Carlos Lupi, para a pasta da Previdência, e a manutenção de Guilherme Cassel no Desenvolvimento Agrário, segundo assessores. Na segunda-feira, Lula reúne todo o ministério na residência da Granja do Torto para oficializar a nova equipe de governo.
A decisão do presidente de manter Cassel no Desenvolvimento Agrário foi tomada após a desistência do ex-ministro Miguel Rossetto, favorito para comandar a pasta no segundo mandato. Há poucos dias, Rossetto desistiu de voltar ao ministério, abrindo espaço para a permanência do atual ministro. Cassel, na avaliação do Planalto, mantém uma postura discreta e sabe dialogar com as lideranças do Movimento dos Sem-Terra (MST).
Já Carlos Lupi disputava o cargo de ministro da Previdência com Manoel Dias, também do PDT. O partido, no entanto, informou a Lula que gostaria de ter Lupi no ministério. Nesta quinta-feira, às 10 horas, o presidente dará posse a três novos ministros: Carlos Lupi, Alfredo Nascimento (Transportes) e Franklin Martins, que comandará a área de imprensa e publicidade.
A reunião da Granja do Torto, na segunda-feira, não contará com o ministro da Secretaria de Portos, pasta que Lula pretende criar para acomodar o PSB. O órgão deverá ser ocupado pelo ex-ministro da Integração, Pedro Brito, que na reforma cedeu o lugar para Geddel Vieira Lima, deputado licenciado do PMDB da Bahia.
A reforma ministerial atendeu especialmente a bancada do PMDB da Câmara. O grupo liderado pelo deputado Michel Temer (PMDB-SP) conseguiu emplacar, além de Geddel, o novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também apadrinhado pelo governador do Paraná, Roberto Requião. O partido também é representado no governo pelos ministros Hélio Costa (Comunicações), Silas Rondeau (Minas e Energia) e José Gomes Temporão (Saúde).

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