Presidente comemora geração de empregos
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou ontem a inauguração da primeira etapa da ampliação e modernização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária. ''Há pouco tempo ia ter que mandar embora 11 mil pessoas que trabalham aqui porque o TCU (Tribunal de Contas da união) mandou parar as obras'', disse.
''Se tem que fazer investigação, que faça, se tem que apurar, que se apure, mas não vamos deixar que trabalhadores brasileiros que estão levando pão para casa fiquem desempregados porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo'', declarou.
''Quando eu desci do ônibus e vi toda essa peãozada senti orgulho. Não tem nada mais importante na vida que um homem ou mulher conseguir o pão com o suor do trabalho'', disse.
Lula esteve na Repar para inaugurar seis das 19 unidades do projeto de ampliação do complexo. Em 2009, o TCU apontou irregularidades em 19 dos 52 contratos da refinaria. As obras, no entanto, não foram paralisadas porque a decisão do Tribunal foi vetada pelo presidente na Lei Orçamentária de 2010. Segundo Lula, caso fossem acatadas as recomendações do órgão, 27 mil pessoas seriam demitidas em obras da Petrobras em todo o país.
O presidente voltou a criticar a estrutura de fiscalização. ''O Estado tem uma máquina de execução frágil e mal remunerada enquanto a máquina de fiscalização é bem equipada e bem remunerada'', apontou. ''Quem é que fica com o prejuízo (quando as obras são paralisadas)?'', questionou Lula.
Durante discurso na inauguração da Repar, Lula disse que, ao ''brincar com políticos que inauguram até maquete'' não sabia que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) tinha apresentado a maquete de uma ponte que ainda será licitada. ''Brinquei porque isso faz parte da cultura da política do país'', explicou.
Ao explicar porque estava inaugurando a conclusão parcial das obras na Repar, Lula declarou que ''o que engorda o porco são os olhos do dono''. ''Se o presidente não coloca o pé na rua muitas coisas que ele pensa que aconteceu não aconteceu'', justificou.
Segundo Lula, a geração de empregos garantida por obras como a da Repar garantiu a sobrevivência do país durante a crise econômica mundial do ano passado. ''Se tem um país que não vivenciou a crise foi esse aqui'', afirmou. ''Um investimento como esse é uma garantia extraordinária de emprego até 2012'', completou.
Segundo o presidente, a partir de julho desse ano o número de trabalhadores empregados nas obras da Repar - que atualmente é de 15 mil pessoas - chegará a 25 mil. ''É uma coisa estupenda para o desenvolvimento da região'', declarou.


