Após pouco mais de 100 dias da posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode dizer que preencheu as conveniências de um governo de coalizão formado por 11 partidos. No entanto, na base ministerial, os nomes e partidos indicados dificultam ainda mais as reformas estruturais anunciadas nos primeiros dias do segundo mandato presidencial.
Entre os feitos dos 100 dias de governo, Lula teve dois encontros com o presidente norte-americano George W. Bush (um em São Paulo e outro em Camp David, nos EUA) onde foram discutidas parcerias para o etanol e a Rodada Doha. O lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos previstos no valor de R$ 503,9 bilhões até 2010, causou dores de cabeça e críticas vindas, principalmente, dos governadores da oposição.
No entanto, a mudança da metodologia do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) garantiu um crescimento da economia nacional. O PIB de 2006 passou de 2,9% para 3,7% com o cálculo feito com mais fontes de informação.

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