Presidente brasileiro quer convencer Evo
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domingo, 14 de setembro de 2008
Tânia Monteiro<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou no sábado à noite, com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, a sua participação na reunião de hoje, em Santiago, entre os presidentes dos países amigos da Bolívia. Na conversa, Lula ponderou sobre a necessidade do presidente boliviano, Evo Morales, concordar com a ajudar dos vizinhos, questionando a importância da reunião para que o objetivo fosse alcançado.
Bachelet pediu para que Lula participasse porque seria politicamente importante a presença do Brasil nas discussões. A confirmação do presidente é considerada fundamental, pois o País é o maior do continente, pelo seu peso político e principalmente pelas boas relações que Lula mantém com Evo.
A preocupação de Lula era de que na quinta-feira, o governo brasileiro já havia oferecido a Evo que o ministro de Relações Exteriores interino, Samuel Pinheiro Guimarães, e o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, embarcassem com outros representantes diplomáticos da região para tentar mediar as discussões entre governo e opositores. Na ocasião, Evo recusou a oferta, pedindo para que o grupo esperasse mais tempo.
Agora, no entanto, com a nova iniciativa dos presidentes da região, Lula ressaltou a necessidade de entendimento com a Bolívia e confirmou sua presença no encontro.
A convocação da reunião de emergência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) havia sido feita pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. A convocação parte do Chile porque o país exerce a presidência da Unasul atualmente.
A Unasul é composta pelos 12 países da América do Sul: a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Suriname e Guiana (a ex-Guiana Britânica). As únicas exclusões da Unasul são a Guiana Francesa (departamento de além-mar da França) e as Ilhas Malvinas (pertencente ao Reino Unido). A Unasul foi criada no ano passado, com a intenção de aprofundar a integração econômica e política da região.


