Presidente assina acordos na Arábia Saudita
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sábado, 16 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - Ontem pela manhã o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descansou no Palácio dos Hóspedes, em Riad, capital da Arábia Saudita, país mais rico do Oriente Médio. Ele fica em Riad até amanhã à noite, quando segue para a China. As informações são da Agência Brasil.
Da comitiva fazem parte os ministros Franklin Martins (Comunicação Social), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Celso Amorim (Relações Exteriores), além de 50 representantes de empresas estrangeiras interessadas em ampliar negócios na região.
A Arábia concentra 60% do Produto Interno Bruto (PIB) dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo. A Arábia, o Qatar, Kuait, os Emirados Árabes Unidos, Oman e Bahrein negociam um acordo de livre comércio com o Mercosul. Entre os principais obstáculos estão as restrições tarifárias a produtos petroquímicos da região do Golfo.
O presidente e a primeira dama Marisa Letícia desembarcaram em Riad por volta das 13h (7h em Brasília). Ela chegou coberta por uma túnica preta e um capuz, seguindo a tradição do país que aplica as leis religiosas com mais rigor no mundo islâmico.
Na Arábia, as mulheres não podem dirigir nem frequentar lugares masculinos. Até em lanchonetes de shopping centers há filas separadas para cada sexo. A venda de bebida alcoólica é considerada tráfico e a pena de morte é adotada para crimes como assassinato e estupro, além de adultério e homossexualismo. Cada homem pode ter quatro mulheres, desde que ganhe o suficiente para as despesas.
O primeiro compromisso oficial do presidente seria uma audiência ao secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Abdul Rahman al Attiya. Às 20h, Lula seria recebido no Palácio Real pelo rei Abdullah bin Abdulaziz Al Saud para um jantar e troca de condecorações. Em seguida, os dois chefes de Estado se reuniriam e assinariam atos de cooperação nas áreas educacional e cultural.
O encontro histórico marcará oficialmente o compromisso dos dois governos de promover reuniões para consultas políticas pelo menos uma vez por ano.


