São Paulo - Sem a presença do presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, a TV Bandeirantes realiza nesta segunda-feira (14), com transmissão para todo o País a partir das 22 horas, o primeiro debate com os postulantes ao Palácio do Planalto. Dos seis candidatos convidados - Geraldo Alckmin (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Heloísa Helena (PSOL), Cristovam Buarque (PDT), Luciano Bivar (PSL) e José Maria Eymael (PSDC) -, apenas Lula não confirmou presença.
Em campanha pelo Nordeste no final de semana, o petista argumentou que não compareceria para que fosse preservada ''a instituição da Presidência da República'' que, segundo ele, ''é maior''.
A ausência de Lula não apenas no debate de hoje da ''Band'', mas também em outros encontros no primeiro turno da disputa eleitoral, tem relação com o desempenho do presidente na entrevista ao ''Jornal Nacional'', na última quinta-feira. Ao longo de pouco mais de 11 minutos em que falou no telejornal de maior audiência do País, Lula aparentou nervosismo e cometeu gafes.
Apesar de o desempenho do presidente ter ficado abaixo do esperado pelo PT, pesquisas qualitativas do partido apontaram que não houve alteração em relação à intenção de voto. O mesmo levantamento indicou que o eleitorado das classes D e E, em que Lula tem os maiores porcentuais de intenção de voto, foi o que mais aprovou seu desempenho.
Ainda que o presidente Lula tenha dito que não irá ao debate, o diretor de Jornalismo da Bandeirantes, Fernando Mitre, disse que espera até o meio-dia de hoje a resposta do PT. ''Não recebi até agora nem um sim nem um não'', afirmou Mitre ontem à noite. Segundo ele, o PT participou das oito reuniões em que foram discutidas as regras do encontro desta noite.
O debate será mediado pelo jornalista Ricardo Boechat e vai ser dividido em cinco blocos.
Principal adversário de Lula, Geraldo Alckmin confirmou ontem sua participação no debate. O tucano, porém, espera da direção da ''Bandeirantes'' que a ausência de Lula seja marcada por uma cadeira vazia. Sobre o pedido de Alckmin, Mitre repetiu que ainda espera a resposta do petista.

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