Brasília - A mais cara campanha eleitoral para presidente da República começa oficialmente hoje. Os sete candidatos a presidente anunciaram ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, juntos, prevêem teto de gastos de R$ 279,1 milhões em sua tentativa para se eleger.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, declarou um patrimônio de R$ 839.033,52 em 2006, contra R$ 422.949,32 declarados em 2002. O teto dos gastos estimados da campanha de Lula, segundo a informação enviada pelo PT ao TSE, é de R$ 89 milhões. Em 2002, a estimativa foi de gastos de R$ 48 milhões.
O candidato presidencial do PSDB, Geraldo Alckmin, declarou patrimônio de R$ 691.609,99 em 2006 e estimou gasto máximo de R$ 85 milhões na campanha.
Christovam Buarque, candidato do PDT, informou que tem patrimônio de R$ 769.198,70 e definiu como teto de seus gastos de campanha R$ 20 milhões. O candidato do PSL, Luciano Bivar, declarou patrimônio de R$ 8.775.519,14 e estimou em R$ 60 milhões o teto de seus gastos de campanha. Bivar declarou também a propriedade de um revólver Taurus calibre 38, modelo 85, no valor de R$ 590,00.
Já o candidato presidencial do PCO, Ruy Pimenta, declarou patrimônio de R$ 100.000,00 em 2006, ante R$ 30.000 em 2002, e estimou gastos de até R$ 100.000,00 - uma redução de 50% em comparação com a estimativa feita em 2002, que foi de R$ 200.000,00.
A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) apresentou em 2002 R$ 59.996,75 e, agora, seu patrimônio subiu para R$ 89.750,00. Heloísa terá R$ 5 milhões de limite de gastos para a campanha.

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