Curitiba - Desde 29 de outubro, quando ocorreu o segundo turno das eleições, um assunto em especial dominou os bastidores da Assembléia Legislativa: a eleição do novo ''comandante'' da Casa. A escolha do presidente acontece somente no dia 2 de fevereiro, data da segunda sessão plenária do novo mandato legislativo (2007 a 2010). O presidente é eleito através dos votos de uma maioria simples, ou seja, o candidato à vaga precisa conquistar o apoio de pelo menos 27 dos 54 deputados estaduais eleitos.
A primeira e a segunda sessão plenária serão comandadas pelo parlamentar mais idoso da Casa. O atual presidente, o deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), poderia presidir as duas sessões se tivesse sido reeleito. O tucano, porém, não saiu candidato a nenhum cargo no último pleito. E garantiu, na última quarta-feira, que não irá interferir na escolha do novo comando. ''Sou amigo de todos, não vou me envolver. Até tenho simpatia por um e outro, mas não vou interferir'', afirmou ele, que pertence à ala do PSDB que está com a bancada de apoio ao governador reeleito, Roberto Requião (PMDB).
E na segunda sessão não é só o presidente da Casa que é escolhido pelos parlamentares. O candidato ao cargo maior se lança dentro de uma chapa composta por três candidatos a vice-presidente e por cinco candidatos a secretário. A chapa eleita forma a mesa executiva da Casa, cujo mandato é de dois anos. De acordo com o regimento interno, o parlamentar que deixar de comparecer a cinco sessões ordinárias consecutivas, sem causa justificada, perderá o lugar na mesa. Outra norma: o presidente da mesa não poderá votar, exceto nos casos de empate.
Nos corredores da Casa, ao menos o partido do novo presidente já estaria certo. O PMDB, que conseguiu eleger a maior bancada (17 parlamentares) em outubro, não abre mão da presidência. E os próprios parlamentares de oposição já admitiram que a indicação do novo presidente provavelmente será feita pelo PMDB.
A composição da mesa, porém, deverá ser suprapartidária, conforme previsto no regimento interno. Diz trecho do regimento que na composição da mesa ''será assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares, os quais escolherão os respectivos candidatos aos cargos''. Peemedebistas, porém, também querem assegurar para partidos aliados (como o PT, por exemplo) ao menos os cargos de vice-presidente, primeiro e segundo secretários. Geralmente os parlamentares lançam apenas uma chapa, porque é feito um acordo sobre a composição da mesa antes mesmo da votação.
A única dificuldade hoje colocada pelos próprios peemedebistas se refere ao número de candidatos que surgiram até agora. São sete nomes do PMDB (Nereu Moura, Caíto Quintana, Antônio Anibelli, Alexandre Curi, Luiz Cláudio Romanelli, Waldyr Pugliesi e Dobrandino da Silva). Há também um pré-candidato do PFL, Nelson Justus, que já foi presidente da Casa em 1999. Apesar de pertencer a uma sigla de oposição, o pefelista é amigo pessoal do governdor reeleito.

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