Presidência da Câmara mobiliza os eleitos
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quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
Pelo menos metade dos 18 vereadores que assumirão a 14 legislatura da Câmara de Londrina, no dia 1º de janeiro, declararam à Folha que têm interesse em disputar a presidência da Casa para o biênio 2005/2006.
''A eleição será a primeira decisão dos vereadores'', disse o tucano Tercílio Turini, que assumirá o terceiro mandato e é um dos mais cotados para ser o candidato do partido para comandar a Mesa Executiva. No entanto, os outros dois vereadores do PSDB também não escondem a vontade de disputar o cargo. ''Nós do PSDB temos o interesse de ter um candidato e oportunamente vamos escolher entre nós. Eu gostaria de ser sim (candidato), mas dentro do partido não decidimos ainda'', afirmou Roberto Kanashiro. ''Se nenhum dos dois sair candidato que o PSDB tem que ter posso ser'', complementou Paulo Arildo. A eleição será no dia 1º de janeiro, dia da posse dos vereadores e do prefeito reeleito Nedson Micheleti (PT). Todos os vereadores podem se candidatar, desde que façam parte de uma chapa composta por presidente, vice-presidente, 1º, 2º e 3º secretários.
Segundo Turini, que preside o diretório municipal do PSDB, o partido poderá conversar com todas as siglas representadas na Câmara. ''Há possibilidade de falarmos com qualquer partido. Eleição da Casa não tem a ver com a disputa para a prefeitura'', respondeu, ao ser questionado sobre um possível acordo com o PT, que também terá três vereadores.
No partido do prefeito, Lourival Germano é um dos possíveis candidatos à presidência. ''Estou conversando no partido e, se houver abertura, com certeza estarei disputando (a presidência)'', disse. Conforme o vereador eleito, a definição se o PT lançará candidato deve sair até o final do mês.
O atual presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), acredita que ainda é cedo para as articulações, mas admitiu que irá em busca da reeleição. ''A gente vai estar vendo a possibilidade, colocando o meu nome como opção. A gente ainda não está conversando, é um processo bastante complicado. É um verdadeiro jogo de xadrez'', disse, se referindo à dificuldade de agregar o apoio dos companheiros.
A forma de administrar de Bonilha foi alvo de críticas do candidato Renato Araújo (PP). O vereador que irá assumir o seu oitavo mandato presidiu a Câmara por duas gestões. ''A Câmara tem que ter uma direção mais austera. O Bonilha deixou a coisa aberta, o que acaba prejudicando. Como o acesso de qualquer pessoa nas dependências internas da Casa, não existe controle. Os vereadores têm que ser mais responsáveis'', exemplificou.
Segundo o peemedebista Henrique Barros, a indicação de Renato depende do consenso entre o PMDB, PP, PSL e PSC, que garantiria seis votos ao grupo. ''Entre eu, o Renato (Araújo), e o Flávio Vedoato (PSC), sai um candidato. Precisamos de uma pessoa que represente a Casa.''
Jamil Janene (PDT) admitiu que já está articulando uma chapa. ''Estou conversando e mostrando a minha posição como vereador e como a gente deve tratar a Câmara de Vereadores'', argumentou.
Na opinião da maioria dos vereadores, o processo de formação das chapas deve se intensificar na segunda quinzena de dezembro. ''A tendência é que acabe afunilando, como tem acontecido nos últimos anos, e formando duas chapas'', apostou Turini.
Outros sete vereadores disseram que não têm intenção de postular o cargo. Os petistas Gláudio de Lima e Maria Angela Santini não foram localizados.


