Quan­do foi inau­gu­ra­do, em 1953, o Pa­lá­cio Igua­çu se tor­nou um mar­co da ar­qui­te­tu­ra mo­der­nis­ta em to­do o Bra­sil. ‘‘O Pa­lá­cio mar­ca a eman­ci­pa­ção do Es­ta­do e é uma das pri­mei­ras ­obras mo­der­nis­tas do ­Brasil’’, as­si­na­la o ar­qui­te­to Key Ima­gui­re. A in­ter­ven­ção ain­da é al­vo de mui­ta con­tro­vér­sia e po­de di­fi­cul­tar a in­clu­são do Cen­tro Cí­vi­co no rol de edi­fi­ca­ções tom­ba­das pe­lo pa­tri­mô­nio da ­União. A po­lê­mi­ca se dá em tor­no das de­ci­sões to­ma­das pe­la equi­pe que coor­de­nou a re­for­ma. Al­guns, co­mo o ar­qui­te­to Or­lan­do Ri­bei­ro, do cur­so de Ar­qui­te­tu­ra da Uni­ver­si­da­de Po­si­ti­vo (UP), acre­di­tam que a ­obra foi des­ca­rac­te­ri­za­da o su­fi­cien­te pa­ra ser bar­ra­da em fu­tu­ras ten­ta­ti­vas de tom­ba­men­to. A prin­ci­pal dis­pu­ta se dá em tor­no da cor dos vi­dros da fa­cha­da. O pro­je­to ori­gi­nal, diz o se­cre­tá­rio de Es­ta­do de ­Obras, Jú­lio Araú­jo, pre­via vi­dros ver­des, que não fo­ram com­pra­dos na épo­ca por­que ­eram mui­to ca­ros. O pré­dio en­tão re­ce­beu vi­dros trans­pa­ren­tes. Ago­ra, a op­ção foi por vi­dros trans­lú­ci­dos es­ver­dea­dos. Ima­gui­re dis­cor­da: ‘‘A res­tau­ra­ção tem que res­pei­tar o pré­dio, não o pro­je­to do ­prédio’’. Pa­ra o su­pe­rin­ten­den­te do Ins­ti­tu­to do Pa­tri­mô­nio His­tó­ri­co e Ar­tís­ti­co Na­cio­nal (­Iphan), Jo­sé La Pas­ti­na Fi­lho, não há co­mo afir­mar que o Pa­lá­cio Igua­çu não po­de­rá ser tom­ba­do. ‘‘Mas o que o Pa­lá­cio so­freu po­de com­pro­me­ter o re­co­nhe­ci­men­to de­le co­mo pa­tri­mô­nio, prin­ci­pal­men­te se o re­sul­ta­do fi­nal da re­for­ma al­te­rar ca­rac­te­rís­ti­cas do es­ti­lo do ­prédio’’, diz. O go­ver­no se de­fen­de. Pa­ra Araú­jo a rea­ber­tu­ra do pré­dio irá mos­trar que ne­nhum in­ter­ven­ção fei­ta no Pa­lá­cio pas­sou dos li­mi­tes.

● É composto por imóveis próprios nacionais, terrenos de marinha, terras indígenas, áreas de fronteiras, entre outros bens

● É o ato de reconhecimento do valor cultural de um bem, que o transforma em patrimônio oficial e institui regime jurídico especial de propriedade, levando-se em conta sua função social

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