Lino Ramos
De Londrina
Os boatos de que o prefeito Antonio Belinati (PFL) iria pessoalmente acompanhar a votação do requerimento para a instalação da Comissão Processante provocou movimentação nas dependências da Câmara no início da noite de ontem.
O primeiro boato foi atribuido ao vereador Sidney de Souza (PTB), durante um dos intervalos da sessão.
Por volta das 19h30, aumentaram os rumores de que Belinati estaria se dirigindo à Câmara.
Assessores do prefeito circulavam pelos corredores do Legislativo e não desmentiam nem confirmavam a informação.
O assessor de gabinete Roberto Brasiliano espalhava pelos corredores que o prefeito estaria munido de documentação comprometendo diversos vereadores. Mais tarde, Brasiliano negou ter falado que Belinati teria documentação comprometedora.
O secretário Sidnei de Oliveira também garantiu à Folha ter recebido um telefonema informando que o prefeito estaria à caminho da Câmara.
O boato surtiu o efeito desejado e o comandante da Polícia Militar, Sérgio Dalbem, chegou a solicitar reforço policial. No final da sessão havia 50 policiais na Câmara, entre eles cinco integrantes da Tropa de Choque.
A maioria dos secretários municipais permaneceu na Câmara até o encerramento dos trabalhos. Marcos Colli (de Recursos Humanos) e Farage Kouri (presidente da Codel e do diretório local do PFL) se comportaram durante toda a sessão como articuladores políticos nos bastidores.
O presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB) anunciou que irá pedir à Justiça que a próxima sessão seja feita somente com vereadores em plenário.
O advogado Rui Carneiro ironizou a decisão. ‘‘Me ensinaram que isso (a Câmara) é uma casa pública, os vereadores são representantes do povo e todo poder emana do povo’’.

mockup