Presença de ex-prefeito não muda campanhas
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quinta-feira, 02 de agosto de 2012
Edson Ferreira e Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A participação do ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT), cassado pela Câmara de Vereadores na segunda-feira e, portanto, com os direitos políticos suspensos, não deverá alterar a estratégia de campanha dos outros cinco prefeituráveis. Para a maioria, porém, a presença de Barbosa atrapalha o processo eleitoral e causa insegurança para o eleitor.
Para a petista Márcia Lopes, a indefinição envolvendo a candidatura de Barbosa Neto não interfere no planejamento da campanha, mas pode prejudicar a participação dos eleitores. ''Eu queria que a paz voltasse a reinar no ambiente eleitoral em Londrina, mas novamente um cenário de incertezas vai causar preocupação no eleitorado quanto ao futuro.''
O candidato do PSD, Alexandre Kireeff, se disse surpreso com uma nova ''batalha judicial'' no processo eleitoral. Ele reconhece que atrapalha a escolha do eleitor, porém negou que isso cause mudanças nos planos dos demais candidatos. ''Apesar de tudo, acredito que a apresentação de bons programas de governo poderão fazer a diferença em favor do candidato.''
Para Luiz Eduardo Cheida (PMDB), a participação de Barbosa é ''um desserviço à cidade''. ''Ele sabe que não poderá ser diplomado caso eleito. Isso é muito ruim para a cidade. Corre-se o risco de se repetir o que aconteceu quatro anos atrás'', criticou. Porém, segundo ele, a campanha peemedebista não será alterada em razão da presença de Barbosa na disputa.
O candidato da coligação Frente de Esquerda, Valmor Venturini (PSOL), disse que a participação de Barbosa, mesmo cassado pela Câmara, em nada afeta sua campanha. ''Sempre contamos com a possibilidade de ele ser candidato. Não muda o que tínhamos planejado em termos de discussões. Vamos debater a corrupção e também as causas da corrupção'', assegurou.
Para Marcelo Belinati (PP), a continuidade do ex-prefeito na eleição não representará mudanças na campanha, mesmo com o candidato pedetista com os direitos políticos suspensos. ''Na minha opinião, qualquer homem público deve ser julgado pelo povo. O melhor julgamento é o das urnas'', afirmou.


