Prerrogativa do silêncio dificulta trabalhos da CPMI
Curitiba - A sessão foi bastante tumultuada e diversas vezes interrompida por acaloradas discussões entre os próprios membros da CPMI, que demonstraram posições ideológicas bem contrárias. Para o presidente da comissão, Alvaro Dias, os trabalhos ficaram um pouco comprometidos, uma vez que um dos principais depoentes usou a prerrogativa do silêncio. Já em relação às acusações feitas por Neves, Dias disse que elas precisam ser investigadas pelos poderes competentes. ''Denúncias dessa gravidade não podem permanecer impunes. Se as denúncias forem falsas, há que se responsabilizar o denunciante'', afirmou.
Os dossiês apresentados por Neves, que teriam sido entregues anonimamente a ele, serão repassados à CPMI. O advogado de defesa do tenente-coronel, Cláudio Dalledone Júnior, disse que Neves tem todo o direito de ficar em silêncio para não se auto-incriminar.
O tenente-coronel Copetti Neves e o superintendente da PF, Jaber Makul Hanna Saadi, seriam ouvidos ainda ontem pelos parlamentares em uma reunião secreta. Na sessão pública, ambos se negaram a responder muitas das perguntas, argumentando que o processo tramita em segredo de Justiça.
Também prestaram depoimento à CPMI da Terra, como convidados, o coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Ladislau Bienarski, e o proprietário rural Cecílio Rego Almeida. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Marcos Prochet, foi ouvido como convocado. Até o fechamento desta edição, os depoimentos não haviam terminado. (A.L.)





