Preparo da merenda escolar deverá custar R$ 5 milhões
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
A Secretaria de Gestão Pública de Londrina lança no início da semana que vem o edital de contratação de empresa que forneça a mão de obra para o preparo da merenda às escolas da rede municipal. Segundo o secretário de Gestão, Marco Antonio Cito, o preço máximo do certame deve ficar em torno de R$ 5 milhões - superior, portanto, aos R$ 4 milhões já licitados para o fornecimento dos insumos.
Atualmente, desde os alimentos ao preparo da merenda são atribuição da empresa SP Alimentação, de São Paulo, no contrato anual de R$ 10 milhões que desde outubro do ano passado vem sendo prorrogado de forma emergencial - o acordo termina mês que vem -, e que desde 2007 é investigado pelo Ministério Público Estadual, por suspeita de irregularidades. O Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU) também abriram procedimento para apuração de denúncias de supostas falhas na execução e fiscalização do contrato - levantadas, no primeiro semestre deste ano, em relatório assinado pelo controlador-geral do Município, Mílson Ciríaco Dias.
De acordo com o secretário de Gestão Pública, não só todas as 92 escolas da rede serão contempladas no novo formato, como também já está considerada, aí, a estimativa de 5 mil alunos inscritos no modelo de ensino integral. Para Cito, essa seria a justificativa para a nova prestação de serviços de merenda ficar, se não nos mesmos valores pagos à SP, até acima do vigente. ''Com ensino integral, mudam-se os quantitativos da merenda fornecida - passam a ser agora cinco, não mais três refeições. Além disso, 5 mil alunos constitutem a previsão inicial: 2010 deve encerrar com 10 mil alunos na integralização, dos 30 mil que existem na rede'', afirmou.
Outro aspecto é o desmembramento dos serviços de desjejum aos servidores da Secretaria Municipal de Obras e de almoço a setores da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) - hoje contemplados no contrato com o grupo paulistano. ''Estamos estudando uma forma de manter esses serviços, mas em contratos específicos de cada pasta'', definiu o secretário de Gestão.


