Prêmio concedido ao MP comprova avanços no Brasil
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sábado, 13 de outubro de 2001
De Londrina 
Denise Frossard é uma das fundadoras da Organização Não-governamental (ONG) Transparência Brasil, ligada à entidade Transparência Internacional, que concedeu, no domingo passado, em Praga (República Tcheca), o ''Prêmio Integridade 2001'' aos promotores de Londrina Cláudio Esteves, Solange Vicentin e Bruno Galati. O prêmio foi um reconhecimento pelo trabalho de combate à corrupção na Prefeitura de Londrina.
Segundo Denise, o reconhecimento internacional prova que o Brasil está melhorando. ''Indicamos os três promotores de Londrina e saímos vencedores. Eu vejo isso com o espírito renovado de esperança'', comemorou. ''Quando eu olho para trás e vejo aqueles 'anões do orçamento', vejo que mudou muito de lá para cá, e a prova está em Londrina, com os promotores que foram internacionalmente premiados pelo seu trabalho'', acrescentou.
Conforme a ex-juíza, os crimes contra o patrimônio público deveriam ter prioridade na Justiça. ''A prescrição desses delitos é muito curta. Vide o caso desse senador (Jader Barbalho - PMDB-PA) que se retira. Muitos daqueles crimes estão prescritos'', lamentou.
Denise ainda questiona a imunidade parlamentar. ''Quem é que não pode ser criminalmente processado no Brasil? Os menores de 18 anos; os loucos, porque não tem a razão; os índios, quando não aculturados; e os parlamentares. É preciso acabar com essa constrangedora coincidência.'' Nas próximas eleições, Denise, que é filiada ao PSDB, irá concorrer à uma cadeira na Câmara dos Deputados. Em 98, ela tentou uma vaga no Senado, mas não se elegeu, apesar dos 680.515 votos. (C.O.)


