Prejuízo nas praças de pedágio foi de R$ 836 mil
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quarta-feira, 02 de julho de 2003
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O prejuízo total das concessionárias que tiveram suas praças invadidas nos dias 24 e 25 do mês passado, pelo cálculo das próprias concessionárias, foi de R$ 836,6 mil. O montante inclui os estragos causados vidros e cancelas quebrados, fios cortados e a perda de arrecadação com o pedágio, pois os manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) liberaram a passagem em algumas praças. As tarifas variam entre R$ 3,20 (carros de passeio) até cerca de R$ 30,00 (caminhões). As 11 praças pertencem à Econorte, Rodonorte, Viapar e Rodovia das Cataratas e Ecovia. Os reparos já estão sendo feitos pelas concessionárias.
Enquanto a encampação não sai do papel, tanto as concessionárias quanto o governo tentam evitar maiores desgastes junto à opinião pública. O discurso oficial de ambas as partes é a busca de um acordo. O Palácio Iguaçu quer reduzir as tarifas cobradas atualmente, mas vem encontrando resistências. As concessionárias apostam no respaldo dos contratos bem amarrados com o governo anterior.
Da Rodonorte, foram invadidas as praças em Mauá da Serra e São Luís do Purunã. A Rodovia das Cataratas teve ocupações em São Miguel do Iguaçu, Cascavel, Candói e Laranjeiras. Ocorreram ocupações paralelas em Arapongas, Mandaguari e Campo Mourão (todas da Viapar). As praças em Jataizinho (Econorte) e da Ecovia na BR-277, que liga Curitiba ao Litoral, também foram tomadas pelos manifestantes, que contaram com o apoio de caminhoneiros. O movimento reuniu cerca de 3,5 mil pessoas em todo o Paraná e pedia agilidade aos deputados na aprovação da lei que autoriza o Estado a encampar as 26 praças de pedágio. Uma das situações mais graves foi registrada em Cascavel (Rodovia das Cataratas), onde os funcionários foram impedidos de trocar de turno.
Segundo o Palácio Iguaçu, a sanção das seis mensagens que autorizam o governo a encampar as 26 praças ficaria para o início da noite de ontem ou para hoje. À tarde, o governador Roberto Requião (PMDB) esteve em Ortigueira, onde lançou o programa Leite das Crianças.
A análise do sistema de pedágio no Estado continua, sem prazo para terminar. Ontem pela manhã, o advogado do Ministério dos Transportes, Alexandre Gavriloff, esteve reunido com o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda. Gavriloff disse ontem que só vai se pronunciar quando a equipe de trabalho levantar dados novos. O governo Requião não fixou uma data para assumir a administração do pedágio.


