A CMTU, empresa de economia mista responsável por uma dezena de serviços públicos, como fiscalização de trânsito e gerenciamento dos contratos de limpeza pública e do transporte, fechou 2013 com prejuízo de R$ 1,3 milhão, mais do que o dobro do prejuízo de R$ 560,4 mil apurado em 2012.
As receitas somaram R$ 17,8 milhões e despesas R$ 19,1 milhões, segundo informou o diretor administrativo-financeiro, Ademir Prado de Lima, citando balanço publicado na edição de quinta-feira no Jornal Oficial do Município.
As receitas proveem principalmente da fiscalização de trânsito e da taxa de gerenciamento – a CMTU fica com 6% do valor repassado pelo município para as concessionárias e terceirizadas que prestam os serviços públicos. Pequena parte da receita tem origem em taxas de autorização e concessão de alvarás.
No ano passado, a CMTU pediu aumento de capital ao município e deve renovar a solicitação este ano para fazer frente ao deficit mensal de R$ 200 mil. "O valor de que precisamos hoje é aproximadamente R$ 3,7 milhões e aumenta a cada mês", contabilizou Lima. Para ser autossuficiente, uma das medidas avaliadas pela companhia é o aumento da taxa de administração para 10%.
O balanço da CMTU também aponta prejuízo acumulado de R$ 37,9 milhões, sendo grande parte – R$ 37 milhões – relativos a ações cíveis e trabalhistas com remota possibilidade de vitória. Parecer de auditores independentes que analisaram o balanço da companhia aponta a "necessidade de aporte financeiro por parte dos acionistas, e também, medidas de redução de custos, aumento de receitas, de forma a garantir a continuidade das operações". O acionista majoritário é o município, com quase 7,5 milhões de ações. Outros 40 acionistas – ex-prefeitos, ex-secretários, políticos e servidores públicos – têm juntos 800 ações, conforme relação atualizada em outubro passado pela CMTU. (L.C.)

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