O fechamento de 29 prefeituras do Noroeste do Estado completa uma semana hoje. Na avaliação da entidade que representa os municípios da região (Amunpar), o protesto está atingindo os objetivos já que o movimento chegou até o conhecimento dos deputados que votaram a favor da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), a principal ‘bronca’ dos municipalistas. ‘‘Acreditamos que a votação possa ser revertida no segundo turno’’, aposta o assessor da Amunpar, Waldur Trentini.
Levantamento da assessoria do deputado federal Paulo Bernardo (PT) mostra que os 399 municípios do Paraná perderão R$ 79,8 milhões até 1999 com a prorrogação do FEF. No caso do Estado, a perda será de R$ 87 milhões. Para os municípios, a União prevê uma compensação financeira gradual para contemplar as perdas causadas com a prorrogação do FEF, que reflete diretamente no ‘bolo’ do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com o FEF, o FPM fica em média 12% menor.
No Norte do Estado, o protesto entra hoje no terceiro dia, com a adesão de 49 municípios. No Norte Pioneiro, a reabertura das prefeituras está programada para amanhã, mas o presidente da Amunorpi e prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PFL), poderá adiá-la.
Na região central, duas prefeituras adotaram economia de ‘guerra’ para conter gastos. Em Laranjeiras do Sul, o prefeito Lauro Ruths (PTB), determinou meio-expediente e parcelou o pagamento dos salários por causa da queda na arrecadação e da dívida de R$ 7 milhões assumida da ex-administração.
Em Pinhão, o prefeito Oswaldo Lupepsa (PSDB) resolveu cortar horas-extras, extinguir um turno dos professores, reduzir viagens com carros oficiais, além de estudar um programa de demissões voluntárias, tanto em função da queda na arrecadação como da dívida de R$ 3 milhões.
No Sudoeste, o prefeito de Francisco Beltrão, Guiomar de Jesus Lopes (PMDB), disse que não pretende aderir ao protesto, mas pretende enviar ‘‘cartas de alerta’’ aos presidentes da República, da Câmara e do Senado, advertindo da série crise financeira nos municípios. (Colaborou Edna Mendes, de Guarapuava)

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