Os candidatos à Prefeitura de Londrina que vão disputar o segundo turno em 28 de outubro - Alexandre Kireeff (PSD) e Marcelo Belinati (PP) - reestreiam hoje no rádio e na televisão com o horário eleitoral gratuito e os coordenadores de campanha prometem programas propositivos e a discussão mais profunda dos problemas da cidade e formas de resolvê-los. A exemplo do primeiro turno, a saúde deve ser novamente o principal foco dos candidatos.
O coordenador da campanha de Kireeff, Cláudio Osti, disse que a ideia é manter o tom do primeiro turno, ''seguindo a linha mais propositiva'' e enfatizando o ''perfil empreendedor'' do candidato, que nunca ocupou cargos públicos. Com tempo maior no rádio e na televisão - no primeiro turno Kireeff tinha 3 minutos e 40 segundos e, no segundo turno, os candidatos desfrutam de 10 minutos cada um - Osti acredita que ''será possível apresentar cada tema e mostrar as soluções para eles de forma mais detalhada''.
A campanha também traça estratégias para atingir os eleitores da Zona Norte - um reduto belinatista - e eleitores de bairros mais humildes, onde Marcelo se deu melhor no primeiro turno. ''Esse perfil tem mudado. O candidato conseguiu muitos votos nessas regiões. Vamos trabalhar isso mostrando que o serviço público bem prestado é uma obrigação do prefeito, que os empreendedores podem progredir e que os impostos bem investidos melhoram a vida de todos'', comentou Osti.
O coordenador falou ainda sobre a neutralidade dos partidos cujos candidatos foram derrotados no primeiro turno em Londrina: o PDT de Barbosa Neto, o PT de Márcia Lopes, o PMDB de Cheida e o PSOL de Valmor Venturini. ''A campanha começou independente e vamos seguir sem amarras. Não é o momento de pensar em questões políticas. É o momento de pensar na cidade'', finalizou o Osti.
Quanto à campanha de Marcelo, o coordenador-geral, Fernando Nicolau, também afirmou que a intenção é preservar o estilo do primeiro turno. ''Vamos manter a mensagem de paz, de união, de tranquilidade e aprofundar as propostas, apresentado os meios para resolvê-los'', disse Nicolau. O tio de Marcelo, o ex-prefeito Antonio Belinati, deve continuar longe dos programas eleitorais.
De acordo com o coordenador, o primeiro programa vai exibir um currículo de Marcelo, ''destacando sua atuação como vereador e, apesar das legislaturas turbulentas, ter saído limpo''. O candidato também deve manter o discurso sobre a saúde ser sua ''prioridade número um''. ''Ele é médico e pretende resolver o problema da saúde.''
Nicolau comentou ainda sobre os resultados de cada candidato por zona eleitoral. ''O Marcelo não quer essa polarização, não quer dividir a cidade entre centro e bairros. Quer falar com o trabalhador e com o empresário. Seu perfil é agregador e de união.'' Sobre a neutralidade dos partidos derrotados, Nicolau disse que ''o outro candidato afirmou que não precisa de apoio, mas nós precisamos''. ''Queremos os votos dos eleitores que votaram nos outros candidatos. Queremos a união para a cidade.''
Marcelo Belinati e Alexandre Kireeff têm 10 minutos cada um, entre 7 e 7h20 e 12 e 12h20 no rádio, e entre 13 e 13h20 e 20h30 e 20h50 na televisão. Para Kireeff, são quase seis minutos a mais do que no primeiro turno, o que levou a campanha a contratar mais profissionais para produzir os programas diários durante 11 dias. A propaganda eleitoral acaba dois dias antes das eleições, em 26 de outubro. Para Marcelo, o tempo de aparição é pouco menor do que no primeiro turno, quando tinha 11 minutos. ''Mesmo assim, agora os programas são diários. Antes, havia os programas dos candidatos a vereador'', comparou Fernando Nicolau.

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