Prefeituráveis discutem questões sobre crianças e adolescentes
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
Marian Trigueiros<BR>Reportagem Local 
O clima amistoso, de discursos amplos norteou o debate promovido pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), ontem, com os prefeituráveis de Londrina. Participaram sete dos nove candidatos - Amadeu Felipe (PCB), Marcos Coli (PV), Barbosa Neto (PDT), Luiz Carlos Hauly (PSDB), André Vargas (PT), Marcelo Urbaneja (PTdoB) e Vilson Machado (PSol) - no debate que tinha por objetivo discutir as políticas públicas que abrangem a área dos direitos da criança e do adolescente. Segundo a organização do evento, Luiz Eduardo Cheida (PMDB) e Antonio Belinati (PP) não compareceram por incompatibilidade de agenda.
As questões discutidas no debate foram sistematizadas por uma comissão do Conselho, que recebeu cerca de cem perguntas de entidades e trabalhadores da área, além das próprias crianças e adolescentes. Foi feita uma pergunta geral aos candidatos e outra específica a cada um, em forma de sorteio. Foram abordados assuntos como Estatuto da Criança e do Adolescente, ampliação das vagas no sistema educacional, violência, prevenção de drogas e relação com as redes não-governamentais.
As respostas, em sua grande maioria, foram amplas e, muitas vezes, não especificavam como os candidatos irão implementar as propostas ou de onde virão os recursos necessários. A escola em tempo integral foi a base de muitos discursos, no entanto, Marcelo Urbaneja, alfinetou dizendo: ''A fomra como a idéia da escola em tempo integral está sendo 'vendida', não é verdadeira''.
Já Marcos Coli, ressaltou sua proposta sobre o desenvolvimento da cooperativa de mães, zeramento do déficit das vagas nas creches e a implantação da escola em período integral. ''Hoje, há uma estrutura heróica que precisa de investimentos para se tornar eficaz'', completou. Hauly citou a união de esforços para a construção de uma cidade ideal. ''Se tivéssemos investido na educação há 40 anos, seríamos um país de 1º mundo. Somente 12% dos jovens estão nas universidades; esse número deveria ser, no mínimo, de 50%.''
Amadeu Felipe, destacou a atonomia que o Conselho terá e a preparação da mão-de-obra. ''Precisamos criar homens livres, com educação libertadora.'' André Vargas comentou que ''o Estatuto é uma utopia, mas no sentido positivo, como um sonho que deve ser alcançado''. O candidato também falou sobre a integração das políticas assistenciais, de saúde, educação e cultura.
''Vamos promover, principalmente a integração de todas as secretarias e realizar uma política permanente na administração pública'', disse Vilson Machado. O candidato Barbosa Neto, por sua vez, diz que o Conselho será o guia no desenvolvimento pleno da criança, principal bandeira da campanha. Disse ainda, que vai manter os convênios e parcerias com as entidades já existentes. ''Toda criança na escola é o mandamento que vamos seguir. Iremos ampliar o orçamento da criança dos atuais 22% para 30%, com medidas de economia efetiva, análise de contas e sobrepreço.''
Ao final do debate, a promotora da Vara de Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, entregou aos candidatos duas cartas escritas por internos do Centro de Socioeducação de Londrina (Cense). Nas cartas, eles pedem por melhorias das condições básicas das comunidades carentes. ''Através de nossas reivindicações, poderemos ter um futuro diferente, uma outra perspectiva de vida, evitando que outras crianças e adolescentes sigam a criminalidade'', diz trecho de uma das cartas. Entre as principais reivindicações estão: programa de esporte e lazer, educação integral, cursos profissionalizantes e educativos, projeto de sa© úde para a drogadição, incentivo a geração de renda e acompanhamento às famílias em situação de vulnerabilidade.


