Curitiba - Em dois meses de campanha, os candidatos a prefeito de Curitiba e Londrina já movimentaram cerca de R$ 7 milhões. A soma se refere à segunda prestação de contas dos candidatos feita à Justiça Eleitoral. O prazo para informar os valores das receitas e das despesas terminou no último sábado. É a última prestação de contas até o pleito, no dia 5. Após a eleição, os candidatos têm 30 dias para apresentar a última prestação de contas, quando os nomes dos doadores deverão ser incluídos.
A maior parte dos gastos se concentrou na disputa pela Prefeitura de Curitiba. Os oito candidatos gastaram cerca de R$ 6 milhões nas campanhas.
O candidato do PSDB, Beto Richa, foi quem mais gastou até agora: R$ 2.539.321,52. A maior despesa do tucano, no valor de R$ 720 mil, foi com ''produção de programas de rádio, televisão ou vídeo''. O candidato também gastou R$ 531.722,44 com ''publicidade por materiais impressos'' e R$ 323.849,03 com ''pessoal''. Até agora, o tucano conseguiu arrecadar R$ 2.978.927,43, sendo que a maior parte (R$ 1.767.946,37) representa doação de pessoas jurídicas. Recursos do próprio partido representam R$ 79.645,98.
Já o PT, da candidata Gleisi Hoffmann, repassou R$ 700 mil para a filiada. A petista registrou uma receita de R$ 3.236.576,67. A despesa chegou a R$ 2.205.772,79. A maior despesa também foi com ''produção de programas de rádio, televisão ou vídeo'', R$ 600 mil. Foram registrados gastos com ''publicidade por materiais impressos'' (R$ 443.875,50) e ''alimentação'' (R$ 307.351,60). A candidata também gastou R$ 60 mil com ''pesquisas ou testes eleitorais''.
Ricardo Gomyde (PCdoB) registrou uma receita de R$ 13.332,00 e uma despesa de R$ 7.122,00. Ele informou apenas duas despesas: com ''publicidade por materiais impressos'' (R$ 6.622,00) e ''publicidade por placas, estandartes e faixas'' (R$ 500,00). A prestação de contas do candidato do PV, Maurício Furtado, não revela detalhes. Furtado informou uma receita de R$ 50 mil e um gasto também de R$ 50 mil, relativo a despesas ''diversas a especificar''. O candidato do PSOL, Bruno Meirinho, registrou uma arrecadação de R$ 22.750,00 e uma despesa de R$ 20.628,18. ''Eventos de promoção da candidatura'' foi o item responsável pelo maior gasto, R$ 10 mil.
A prestação de contas de Carlos Moreira (PMDB), Fábio Camargo (PTB) e Lauro Rodrigues (PTdoB), ainda não estava disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O coordenador geral da campanha do peemedebista, Rasca Rodrigues, informou que Moreira gastou mais do que arrecadou. A receita total foi de R$ 894 mil e a despesa foi de R$ 1.065.000,00.
Os valores informados pela assessoria de imprensa de Fábio Camargo também revelam que, por enquanto, a campanha teve mais despesa do que arrecadação. A receita foi de R$ 98.300,00 e o gasto chegou a R$ 99.264,00.
Já o candidato do PTdoB, Lauro Rodrigues, não tinha em mãos os valores apresentados à Justiça Eleitoral. Ele afirma que prestou contas na última sexta-feira. ''Mas quase não tínhamos despesa. É uma 'campanha franciscana', só gastamos água e sola de sapato'', conta ele. O prazo para a primeira prestação de contas, até 6 de agosto, não foi cumprido pelo candidato. Segundo ele, por ''problemas no sistema'' disponibilizado pelo TSE.
As duas prestações de contas parcial deveriam ser transmitidas por meio do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), diretamente no site do TSE (www.tse.jus.br). O não atendimento à obrigação será avaliado no julgamento das contas, no final da campanha eleitoral.

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