Prefeituráveis aumentam o corpo a corpo na reta final
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sábado, 20 de setembro de 2008
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
A duas semanas do primeiro turno das eleições municipais, a campanhas eleitorais dos candidatos à Prefeitura de Londrina começam a se intensificar. Apesar das facilidades que a tecnologia oferece, as ações voltadas no aumento de panfletagem em ruas movimentadas, visitas, carros de som e, principalmente, no contato direto com o pleito serão as mais realizadas.
Segundo o sociólogo Mário Sérgio Lepre, esse período é o mais importante, pois é quando o eleitor amadurece e define suas opiniões. ''É comum que a decisão eleitoral se forme mais para o final da campanha política, ainda mais quando existe uma gama de opções muito grande, como é o caso de Londrina'', avalia. Este ano, são nove candidatos concorrendo à chefia do Executivo municipal.
''Esses dias são fundamentais para se colocar as ações em prática. As estratégias poderão ser tanto em cativar o eleitor indeciso, quanto em desconstruir a imagem do adversário, que é diferente de atacar. Na campanha, os profissionais da área devem estar preparados para um jogo de análise, sempre prevendo a ação do outro'', explica. O sociólogo destaca que, dependendo da estratégia, se mal utilizada poderá se voltar contra o próprio candidato. ''A campanha está pautada em muitas variáveis. O debate é uma situação, a abordagem corporal é outra, por exemplo. Cada uma pode influenciar de maneira diferente no resultado das eleições.''
De acordo com o membro da coordenação da campanha de Luiz Carlos Hauly (PSDB), Florindo Dalberto, as ações não vão mudar muito. ''Não iremos realizar comício, mas achamos importante que o candidato tenha contato com a população. Por isso, pretendemos chegar a 5 mil visitas em empresas e estabelecimentos comerciais até o final da campanha'', disse.
Já Sidnei Santos Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de André Vargas, acredita que o a reta final da campanha trará o diferencial nos resultados. ''É nesse período que há muita conversa na rua e nas reuniões. Apostamos ainda na adesão voltuntária e envolvimento da militância do partido. Vamos também aumentar as visitas nas portas de fábrica'', comentou.
Um dos coordenadores da campanha de Antonio Belinati (PP), Emerson Petriv, também diz contar com o adesão dos voluntários. ''Cada vez mais, as pessoas estão ajudando na campanha. Com o recesso branco, vamos intensificar visitas às empresas, reuniões nos bairros e com as lideranças. Ainda não fizemos comício, mas temos a intenção de realizar nos próximos dias.''
Gastar muita sola de sapato e olhar no olho do candidato é o lema de Tercílio Turini, coordenador de campanha de Barbosa Neto (PDT). ''Vamos aumentar ainda mais o contato direto com o eleitor, tanto em visitas, cerca de cinco, diariamente, quanto nos comícios, que vamos passar a realizar dois ao dia. Vamos ainda, promover caminhadas nas principais avenidas. Agora é a hora da verdade.''
Sandra Virgínia, coordenadora da campanha de Marcos Colli (PV), acredita que as últimas semanas sejam um período importante na corrida eleitoral, mas que a falta de dinheiro é um fator que diminui ações durante a campanha. ''Vamos continuar com o mesmo planejamento, mas intensificando as reuniões com os vereadores, visitas às empresas e caminhadas pela cidade.''
Vilson Machado (PSol), que não possui coordenador de campanha também diz ''sofrer'' do mesmo mal. ''Não temos dinheiro para realizar muitas atividades, mas vamos distribuir 50 banners pela cidade. Por acreditar que essa seja uma etapa importante da campanha, vamos aumentar visitas em escolas e intensificar as caminhadas. O debate é ainda uma ótima oportunidade para o público que ainda não se decidiu.''
Antonio Caetano de Paula, coordenador geral da campanha de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), é mais um que conta com a adesão de voluntários para a reta final. ''No último fim de semana, tivemos a presença de 300 pessoas numa carreata. Esperamos dobrar esse número nas próximas ações. Acreditamos que estes sejam os principais multiplicadores de voto.''
Marcelo Urbaneja (PTdoB), que também não tem coordenador de campanha, diz que essa fase final o momento de aumentar o contato com a população. ''Apostamos também nas visitas, e caminhadas em ruas comerciais. Chegamos a ficar de 6 a 8 horas andando pela cidade. Existe ainda muita indecisão, mas nessas andanças, percebemos o resultado do corpo a corpo'', comenta.
O candidato Amadeu Felipe (PCdoB) não foi localizado pela reportagem.


