Prefeituráveis arrecadam mais de R$ 400 mil para campanha
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segunda-feira, 06 de agosto de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
Cinco dos seis candidatos à Prefeitura de Londrina já arrecadaram juntos R$ 401,3 mil destinados à campanha para as eleições de outubro. Os dados foram enviados à Justiça Eleitoral neste início de agosto, quando é obrigatória a entrega da primeira prestação parcial de contas de campanha. Três candidatos estão equilibrados nas contas, com mais de R$ 100 mil de arrecadação: Cheida (PMDB), Marcelo Belinati (PP) e Márcia Lopes (PT). Já o cadidato do PDT, Barbosa Neto, declarou zero de receita e de gastos.
O candidato do PSD, Alexandre Kireeff, informou à reportagem que até o momento só houve duas doações para sua campanha - uma própria, de R$ 40 mil, e uma de seu irmão, o empresário Fernando Kireeff, de R$ 7,5 mil. O candidato declarou à Justiça Eleitoral que pretende gastar até R$ 2 milhões até o final de sua campanha. ''Temos pessoas dentro do partido que querem doar, mas existe um planejamento. A campanha não começou efetivamente, então é esperada pouca doação no início'', explicou. De gastos, o candidato registrou apenas R$ 4,6 mil, com salário de pessoal.
O candidato com menor valor de patrimônio (R$ 90 mil), e que também declarou o menor teto de gasto de campanha (R$ 50 mil), Valmor Venturi (PSOL) arrecadou até o momento R$ 1,8 mil. O representante da coligação do candidato, Lucas Roberto Perucci, informou que as doações foram todas de pessoas físicas. ''Algumas pessoas do próprio partido fizeram pequenas doações, que somaram aproximadamente esse valor. Não estamos aceitando doação de pessoa jurídica ou empresas grandes com débitos trabalhistas, por exemplo, por isso esse valor ainda é pequeno'', explicou.
Já a coligação encabeçada pelo pedetista Barbosa Neto informou que ainda não houve gastos a serem declarados à Justiça Eleitoral. O administrador financeiro da campanha, André Nadai, disse que a campanha ainda está na ''gestação'', sem nenhuma doação. ''Não tivemos nem entrada, nem saída. Apesar de termos contratado alguns serviços, não fizemos nenhum pagamento até o momento.'' Segundo Nadai, o compromisso firmado com a FOLHA de divulgar nomes de eventuais doadores antes das eleições será mantido. Pela legislação eleitoral, a informação sobre os doadores só é obrigatória na terceira e última prestação de contas, que é feita somente depois do resultado das urnas. O teto da campanha de Barbosa também é de R$ 2 milhões.
As três campanhas eleitorais que prometem ser as mais caras (com tetos de R$ 2,5 milhões do candidato Cheida, R$ 3,99 milhões de Marcelo Belinati e R$ 4,8 milhões da candidata Márcia Lopes) estão até o momento praticamente empatadas em relação a doação e gastos de campanha. O coordenador de campanha do PMDB, Antônio Caetano de Paula Junior, informou que a campanha recebeu R$ 120 mil de recursos do próprio candidato, Luiz Eduardo Cheida - cerca de 10% do total do patrimônio declarado - e R$ 10 mil de pessoa física. ''Temos R$ 10 mil de sobra. Todo o resto foi gasto com pagamento de agência de publicidade e produtora'', explicou.
A campanha do pepista Belinati recebeu uma doação de R$ 100 mil do PP estadual e R$ 10 mil de pessoa física. O assessor de imprensa da coligação, Ricardo da Guia Rosa, explicou que, do total arrecadado, R$ 96 mil já foram gastos com material de campanha em geral. Já a campanha da petista Márcia Lopes recebeu de doação R$ 112 mil, sendo que R$ 110 mil foram do PT estadual. O responsável pelo comitê financeiro da coligação, Osvaldo Lima, informou que até o momento esse panorama era esperado. ''Quando forem iniciadas as campanhas na televisão e nas ruas é que as doações aparecem mais.'' (Colaborou Edson Ferreira)



