Prefeituras vão parcelar o 13º
Arquivo FolhaPicadinhoJosé Bisca: entre as fórmulas das prefeituras para pagar o 13º estão o parcelamento, empréstimo e campanhas para aumentar a arrecadaçãoPara receber o 13º salário, grande parte dos servidores públicos municipaisterá de se contentar com o parcelamento. De acordo com a Federação das Associações dos Municípios do Paraná (Femupar), o pagamento do 13º a prestações foi a fórmula encontrada pela maioria dos prefeitos para evitar o calote no funcionalismo. A Federação estima que apenas 20% das 399 prefeituras do Estado irá pagar o 13º em dia. Oitenta por cento não tem dinheiro, afirma o presidente da Femupar e prefeito de Arapongas, José Bisca (PFL).
Entre as alternativas para fazer o pagamento do 13º está, além do parcelamento, a criação de campanhas relâmpago para garantir aumento da arrecadação neste final de ano - geralmente com desconto no IPTU e taxas - e empréstimos nos bancos. Algumas instituições bancárias estão oferecendo financiamentos especiais para o 13º. Sabemos que tudo isso implica em alto custo, mas, em alguns casos, é a única alterativa, diz Bisca.
Ele próprio já avisou que terá de recorrer aos bancos para quitar o 13º do funcionalismo em Arapongas. A prefeitura tem 1.760 funcionários, uma arrecadação média de R$ 1,8 milhão e a folha de pagamento de R$ 680 mil. Mesmo com os juros, somos defensores de que as prefeituras façam o empréstimo porque pagar o 13º injeta recursos na economia dos municípios e dá um final de ano mais feliz aos servidores e suas famílias, recomenda.
Bisca estima que existem 200 mil servidores públicos municipais trabalhando nas prefeituras em todo o Estado. Para boa parte desses funcionários, o Natal promete ser difícil, já que um grande número de prefeituras, de acordo com a Femupar, deve parcelar o 13º salário em até três vezes.
Ele cita o caso da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar) que reúne 21 prefeituras e apenas duas, que ele não quis citar nomes, pagarão em dia. Outras duas ou três, segundo Bisca, recorrerão a empréstimos para quitar o 13º. O restante vai atrasar e parcelar, afirma. Esse diagnóstico foi feito anteontem, durante uma reunião da Amepar em Prado Ferreira (53 km ao norte de Londrina).
Os prefeitos alegam que a falta de caixa para pagar o 13º é resultado da queda na arrecadação e dos reflexos das medidas de ajuste fiscal dos governos federal e estadual. Para tentar economizar, muitas prefeituras vão dar férias coletivas para seus servidores no final deste ano e até no começo do próximo, mantendo apenas serviços essenciais como saúde, coleta de lixo e varrição de ruas. (P.Z)





