Prefeituras do Noroeste começam a cortar gastos
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sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Vânia Moreira 
As 32 prefeituras da região de Umuarama vão começar a cortar obras, serviços e pessoal para enfrentar a crise financeira. Reunidos no início desta semana em Umuarama, os prefeitos decidiram fechar as portas durante o final de ano para economizar. Todas as prefeituras vão fechar e dar férias coletivas para os funcionários entre 15 de dezembro e 15 de janeiro. A maioria também decidiu abrir apenas meio período a partir de 15 de novembro. O meio expediente também vai vigorar por mais 30 dias, depois de 15 janeiro. O presidente da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios, o prefeito de Perobal, José Evangelista de Albuquerque (PMDB) diz que o fechamento ajudará a economizar, mas não vai ser suficiente. Os prefeitos terão de fazer cortes drásticos, informou.
A maioria das prefeituras já está adotando medidas de contenção e muitas delas pretendem dispensar servidores, embora evitem falar em demissões em massa. O prefeito de Alto Piquiri (42 quilômetros a sudoeste de Umuarama), Francisco Ferreira dos Santos (PFL) informou que vai demitir pelo menos 40 pessoas até dezembro. De junho para cá, a receita da prefeitura caiu mais de 30%. O município recebe R$ 180 mil e gasta R$ 130 mil apenas com a folha de pagamento.
Com um déficit de R$ 200 mil, Ferreira não sabe como vai pagar o 13º salário dos 400 funcionários. Entre outros cortes, ele pretende extinguir 2 das 6 secretarias, parar obras e reduzir serviços, inclusive nas áreas de saúde e educação. O prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca (PPB) também começou a reunir diretores de departamentos para definir o que vai ser cortado. As medidas incluem extinção de cargos e dispensa de pessoal. Segundo Scanavaca , o 13º está garantido e vai ser pago até o final de dezembro.


