Prefeituras anunciam cortes na saúde e assistência social
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sexta-feira, 04 de julho de 2003
Vânia Moreira 
Umuarama - A queda de 36% na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) vai obrigar prefeituras da região de Umuarama a fazer cortes nas áreas de saúde e assistência social. ''Não teremos outra alternativa'', justificou ontem a presidente da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios), a prefeita de Iporã, Maria Aparecida Zago (PMDB). O FPM compõe 60% da receita da maioria dos 32 municípios da região. A redução dos valores do FPM seria resultado da restituição do Imposto de Renda aos contribuintes.
As prefeituras já tiveram uma queda aproximada de 27% na arrecadação de junho. Estão previstos mais 7% em julho e 2% em agosto. Em Iporã, por exemplo, o bolo de R$ 480 mil de FPM recebido em maio encolheu para R$ 337 mil em junho. ''Os próximos meses serão difíceis porque todas as despesas aumentaram por conta da inflação e não podemos gastar mais do que arrecadamos para não sermos enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal '', disse a prefeita.
A Amerios propôs reduzir o expediente das prefeituras, mas a maioria dos prefeitos não concordou, alegando que a economia é mínima. Eles argumentam que os maiores gastos são com combustível e folha de pagamento, despesas que não diminuem com o fechamento das prefeituras. Segundo os prefeitos, a queda da receita os obrigará a paralisar obras e reduzir gastos em todas as áreas, inclusive essenciais como saúde e social.


