Prefeitura vai ‘vender’ folha de pagamento por R$ 51 milhões
Envelopes seriam abertos no dia 16, mas licitação foi declarada deserta; pagamento de fornecedores também será incluído
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de julho de 2025
Envelopes seriam abertos no dia 16, mas licitação foi declarada deserta; pagamento de fornecedores também será incluído

A Prefeitura de Londrina está com uma licitação aberta para contratação de uma instituição financeira responsável por processar a folha de pagamento do município. O contrato abrange não apenas os valores referentes a servidores ativos e inativos, mas também os repasses para fornecedores. A "venda" da folha de pagamento deve render no mínimo R$ 51,1 milhões aos cofres públicos, segundo o edital.
Em 2020, os serviços foram leiloados por R$ 51,3 milhões, com validade de cinco anos — na ocasião, o Itaú Unibanco venceu o certame. A estimativa atual é que a instituição bancária vencedora gerencie uma carteira com quase 15 mil clientes, sendo 9,8 mil servidores ativos e pouco mais de 5 mil aposentados, movimentando mensalmente cerca de R$ 130 milhões.
A abertura dos envelopes estava prevista para 16 de julho, mas a licitação foi declarada deserta após não receber nenhuma proposta. Um novo pregão deve ser realizado na primeira quinzena de agosto.
De acordo com o secretário municipal de Recursos Humanos, Rodrigo Souza, a inclusão dos pagamentos a fornecedores tem como objetivo tornar a proposta mais atrativa para as instituições financeiras. A expectativa é de que a operação com o novo banco tenha início ainda em 2025.
“As instituições financeiras compram a folha de pagamento. Por meio de estudo chegou-se a esse valor de quase R$ 52 milhões, que é quanto vale esse serviço. A instituição deposita à vista para a Prefeitura, e ela tem o direito de processar a folha de pagamentos e dos fornecedores", explica Souza, que cita a validade de cinco anos da contratação.
Segundo o secretário, a entrada desse montante também ajudaria a aliviar as contas públicas, especialmente em um momento de menor arrecadação. O valor se enquadra como recurso livre e pode ser destinado a diversas políticas públicas do município.
“Uma injeção de caixa agora seria muito importante para a gente manter a Prefeitura funcionando e poder investir em coisas que a população precisa", reforça Souza.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.


