Prefeitura vai licitar 'praça' de R$ 2 milhões
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Janaina GarciaReportagem Local 
A Prefeitura de Londrina quer construir uma praça com características de centro esportivo, na Zona Norte da cidade, ao custo de até R$ 2.173.444,18 - destes, R$ 710.944,18 de contrapartida municipal. O valor total da obra, cuja concorrência pública está marcada para as 10 horas do dia 10 de setembro, é pouco menos da metade dos cerca de R$ 1,6 milhão gastos na construção da Praça da Imigração Japonesa Tomi Nakagawa, no Centro, em 2008 - valor repartido entre iniciativa privada, Ministério do Turismo e pouco mais de R$ 260 mil da administração municipal, que doou também o terreno.
Conforme o edital disponível no site da Prefeitura (www.londrina.pr.gov.br), a empresa contratada para fazer a obra de implantação da Praça da Juventude deverá executar os serviços no prazo de 180 dias a partir da ordem de serviço. Ainda de acordo com o documento, o empreendimento terá a fiscalização de um fiscal - o engenheiro Fábio Simões do Prado, servidor de carreira lotado na Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação.
Segundo o secretário municipal de Gestão Pública, Kentaro Takahara, a praça será erguida na avenida Henrique Mansano, ao lado do Estádio do Café, com recursos do Ministério dos Esportes e mais a contrapartida de pouco mais de R$ 700 mil do Município. Sobre os critérios de escolha de se edificar um empreendimento desse porte, ao invés de investir na restauração de espaços públicos - como praças - deteriorados pelo tempo, depredação ou mesmo pela falta de manutenção, Takahara resumiu: ''Esses detalhes são da Fundação de Esportes de Londrina (FEL). De qualquer forma, como é uma espécie de leilão ao inverso, creio que o valor da nossa contrapartida vá cair bastante'', acredita.
O presidente da FEL, Paulo Roberto de Oliveira, comfirmou que o novo espaço será projetado atrás das bilheterias do Estádio do Café, em uma área de 14.534 metros quadrados, com previsão de pistas de caminhada, skate e cooper, área coberta para parte administrativa, campo de futebol suíço, pista de caminhada com saibro e pedrisco, além de uma área administrativa e de reuniões, com centro de convivência e ginástica, voltada à terceira idade. De acordo com Oliveira, uma pequena concha acústica fará parte do que ele chama de ''uma espécie de novo centro esportivo nos moldes daquele do Maria Cecília - o qual nunca foi administrado pela FEL, mas pela Cohab'', lembrou.
Sobre os critérios para investimento em novas áreas, em vez de manutenção das já existentes, o presidente da FEL resumiu: ''Não é questão de critério, mas de facilidade: o governo federal dá muito mais prioridade para edificação que para manutenção, e esse era um recurso de emenda do Barbosa (Neto) de quando ele ainda era deputado federal. Construir é fácil, cuidar é difícil - e muitas comunidades não cuidam''. Indagado sobre que resposta a Prefeitura dá às regiões sem praças ou cujas áreas do tipo estão depredadas - o que afeta, portanto, a segurança de quem mora nessas localidades -, Oliveira avisou: ''O governo que está entrando optou por trazer estrutura nova à comunidade - a manutenção que deveria ter ocorrido na gestão anterior, ele pretende fazer com o tempo passando e os recursos surgindo - e hoje na FEL existem recursos para isso. Obras que cuida disso''.


