A Câmara de Vereadores de Londrina vota hoje em terceira discussão o projeto de lei do Executivo que autoriza a prefeitura a emprestar R$ 5 milhões para pagamento do 13º salário do funcionalismo público municipal, cujo vencimento da primeira parcela será no dia 20 de novembro. O empréstimo deve ser feito através do Banestado.
Ontem, a Folha mostrou a dificuldade de várias prefeituras da região que estão reduzindo gastos, desenvolvendo campanhas de arrecadação de impostos atrasados e recorrendo a empréstimos para tentar pagar em dia a primeira parcela do 13º. Apesar dos esforços, o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), previu que apenas 10% delas em todo o Estado terão condições de garantir no prazo o salário extra.
A Prefeitura de Londrina tem tido dificuldade para quitar a folha de pagamento, de R$ 5,5 milhões, e atrasou os salários de seus 6.400 servidores várias vezes este ano. Na semana passada, o secretário municipal da Fazenda, Luis César Guedes, disse que o município não teria enfrentado o problema e ainda garantiria recursos no caixa se não tivesse de bancar duas folhas de salário deixadas pela administração anterior.
Procurado várias vezes ontem pela Folha para comentar o empréstimo, Guedes não retornou as ligações. Não é a primeira vez que a prefeitura recorre a financiamento para quitar a folha. Há dois meses, o próprio prefeito Antonio Belinati (PDT) foi o avalista numa operação de empréstimo.

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