A onda de terceirizações nos serviços da Prefeitura de Londrina rendeu ontem mais um requerimento pelo detalhamento das informações de contratos - dessa vez, referente à administração indireta. A medida foi apresentada pelo deputado federal Alex Canziani (PTB) que, mês passado, teve respondido requerimento com as terceirizações na administração direta.
O documento requer quantos e quais serviços terceirizados foram realizados desde 2001 na Sercomtel, Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel, ex-Codel), Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Procon, Terminal Rodoviário, Caapsml, Fundação de Esportes (FEL) e os demais órgãos pertencentes à administração indireta.
De acordo com o deputado, as informações solicitadas ontem - e que têm prazo oficial de 15 dias para serem fornecidas -integrarão as do primeiro requerimento para se fazer um ''mapeamento e cruzamento de dados''. ''Verificamos algumas coincidências nas empresas terceirizadas da administração direta, algumas situações estranhas, por isso queremos mapear os serviços e ver de quais contratos pediremos cópias'', definiu. Sobre as supostas estranhezas, o petebista citou um único exemplo. ''Uma empresa que vimos sido constituída três meses antes de assinar com a Prefeitura. As demais, estamos pedindo certidões à Junta Comercial'', resumiu.
A assessoria de imprensa do prefeito Nedson Micheleti (PT) informou que o pedido será respondido no prazo, mas destacou que os dados ''já constam do site da Prefeitura'' - referência ao link em que estão diosponíveis contratos com terceirizados e serviços de terceiros, mas de forma incompleta. Levantamento da FOLHA com base na última prestação de contas do Município aponta que pelo menos R$ 100 milhões ficaram de fora - foram divulgados R$ 159 milhões.

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