A Câmara de Vereadores de Londrina vota hoje em primeiro turno projeto de lei do Executivo que abre um crédito adicional de R$ 200 mil a ser utilizado na devolução de recursos à União. Segundo a justificativa da matéria, a inadimplência teria até inscrito o Município no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), o que inviabiliza o recebimento de recursos federais a título de transferências voluntárias. A reportagem apurou junto a fontes ligadas ao prefeito Nedson Micheleti (PT) que esse tipo de bloqueio já teria ocorrido com a obra do viaduto próximo à Pontifícia Universidade Católica (PUC).
O recurso se refere a convênios firmados em 1992 e 1993, durante as administrações do ex-prefeitos Luiz Eduardo Cheida (PMDB) e Antonio Belinati (PP), por meio de emenda ao Orçamento da União. A destinação seria a construção da Unidade Escolar Agrícola, que, em 1993, teve a obra paralisada. O terreno com as benfeitorias acabou doado ao Centro de Eventos de Londrina.
Conforme a justificativa do Executivo, supostas iregularidades foram detectadas in loco por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
O líder do Executivo na Câmara, Gláudio Renato de Lima (PT), confirmou que a não devolução deve trazer bloqueio à liberação de verbas para obras de infraestrutura. ''Como o dinheiro veio, não foi empregado como deveria, mas não foi devolvido, estamos inadimplentes com o Tesouro; isso vai afetar outras liberações se o repasse não foi feito'', disse.
A FOLHA tentou confirmar eventuais bloqueios com o secretário Municipal de Fazenda, Wilson Sella, mas ele não foi localizado pela reportagem, nem pela assessoria de imprensa.

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