Prefeitura tem superátiv de R$ 11 milhões
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quinta-feira, 27 de setembro de 2001
De Londrina 
A Prefeitura de Londrina anunciou ontem um superávit de R$ 11,2 milhões em suas contas nos oito primeiros meses deste ano, embora deva chegar ao fim do mês com o caixa vazio. É que hoje a administração municipal vai estar liberando R$ 8,4 milhões para o pagamento dos servidores - eles recebem no último dia útil do mês. No mesmo período do ano passado, a administração direta acumulava um déficit de R$ 10,9 milhões.
O balanço positivo das contas vai ser apresentada hoje, a partir das 10 horas, na Câmara Municipal, pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), no balanço quadrimestral exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ''Em agosto o superávit significou dinheiro em caixa, mas neste mês estamos quebrados'', avisou o secretário municipal de Fazenda, Paulo Bernardo.
O secretário explicou que neste ano a receita do município cresceu R$ 1 milhão e os gastos foram reduzidos em R$ 24 milhões. ''Atingimos esse índice graças a um controle rígido das despesas, como o prefeito determinou ao comitê financeiro'', observou. Segundo Bernardo, esse comitê tem a participação dos secretários de Fazenda, Administração, Governo e o Procurador do município.
Bernardo acredita que até dezembro será possível melhorar as receitas e manter o controle das contas municipais. O desafio é atingir um superávit que permita a construção de obras a partir do ano que vem, consolidando a administração petista. De acordo com o secretário, neste ano a administração municipal só pagou contas deixadas pelo governo anterior.
O secretário da Fazenda disse que neste ano a administração já conseguiu atingir um superávit de R$ 26 milhões, porém foram pagos 25 milhões em contas. ''Se a casa estivesse arumada, esse superávit poderia ser transformado em obras'', ressaltou Bernardo. ''Nossa expectativa é consertar as finanças e entrar no ano que vem com uma situação mais tranquila'', observou.
Como exemplo de economia, Bernardo cita a conta de telefone na prefeitura. Segundo o secretário, essa despesa sofreu uma redução de 50% em relação ao ano passado, caindo para R$ 80 mil por mês. Ele disse ainda que despesas consideradas prioritárias cresceram na atual administração. ''As transferências para entidades assistenciais aumentaram 31%, passando de R$ 750 mil para R$ 984 mil'', argumentou Bernardo. (L.R.)


