O seguro dos servidores públicos de Londrina associados ao Grêmio dos Operários da Prefeitura está suspenso há um mês. A informação é do secretário municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, que confirmou ontem não estar repassando à entidade os descontos efetuados na folha de pagamento dos funcionários.
Dias justificou que a medida foi necessária ante a situação vivida atualmente pela entidade, alvo de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores. Segundo o secretário, apesar de o servidor sofrer o desconto mensal, não há uma previsão de quando esse dinheiro voltará para o Grêmio. ''Vai depender dos trabalhos da CEI. Fizemos isso por precaução, até que a situação se clareie'', disse. E como fica a vigência dos contratos atuais? ''Isso o Grêmio é quem tem que responder'', salientou.
A declaração de Dias aconteceu no mesmo dia em que a Comissão solicitou à Secretaria a suspensão do repasse, via ofício. Conforme o secretário, a Prefeitura poderia pagar diretamente a seguradora somente se os segurados a autorizassem, ''mediante assinatura expressa ou por assembléia''. ''Todas as entidades que representam servidores o fazem por convênios, estamos fora disso desde 1998'', completou. Sobre as ponderações de que a Prefeitura teria responsabilidade sobre a destinação da verba feitas esta semana pelo presidente da CEI, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) , Dias foi taxativo: ''Nós apenas descontamos um dinheiro que não é público, é do servidor. Não temos como intervir.''
O presidente do Grêmio dos Operários, Luiz Bispo da Silva, admitiu a suspensão dos R$ 48 mil mensais que pagariam uma apólice de seguro coletivo. Por outro lado, ele espera que ''segunda ou terça-feira'' o caso seja resolvido. ''Se não, tiro minha responsabilidade nisso e passo para eles (Executivo), que estão bloqueando'', rebateu. Questionado sobre como ficam os segurados enquanto persiste o impasse, Silva garantiu que eles estão cobertos graças à carência de um mês de atraso. ''Mas não temos como quitar depois de terça-feira, pois nossos recursos em caixa hoje vão pagar a apólice individual em negociação'', explicou, referindo-se ao débito de R$ 97 mil com a agência da Bradesco Seguros em Londrina. A atual gestão reconhece somente R$ 54 mil desse montante e delega à diretoria passada o restante.
De acordo com o presidente da CEI, a Real Seguradora já informou ontem à tarde que a apólice mantida com o Grêmio não está em atraso. A resposta era esperada para a próxima segunda-feira, quando a Bradesco de Curitiba também deve dizer se há dívida. A Comissão se reúne novamente na terça, mas Tamarozzi adiantou que os representantes do Grêmio devem ser ouvidos já na próxima semana.

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