A Prefeitura de Londrina cancelou o pagamento de incentivos de plantões a distância a três hospitais filantrópicos da cidade - Santa Casa, Hospital Evangélico e Hospital do Câncer. O diretor-executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Nishida, foi convidado pelo líder do Executivo na Câmara, Roberto Fu (PDT), para explicar a medida comunicada à Casa pelo diretor-superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad, e lida em plenário pelo vereador Marcelo Belinati (PP).
Nishida alegou que a decisão foi tomada porque a administração não possui orçamento para continuar pagando os R$ 565 mil destinados a todos os plantões. ''A prefeitura suspendeu esses incentivos de plantão a distância mas manteve o plantão presencial. Estamos tirando porque temos restrições orçamentárias e não temos dinheiro para pagar todos os incentivos'', explicou.
Segundo Nishida, são nomeados ''plantões a distância'' aqueles que o médico especialista fica fora do hospital, mas à disposição para atender emergências. ''Quero ressaltar mais uma vez que o médico que fica no hospital, aquele que fica na UTI neonatal, que atende a população, esse vai continuar sendo pago. Tivemos que fazer uma escolha, e escolhemos manter o plantão presencial.''
Os plantões para pediatria e ginecologia para grávidas de alto risco foram suspensos . Ainda segundo Nishida, o Governo do Estado se propôs a manter o serviço por 90 dias. ''Estamos recebendo um apoio do Governo do Estado para esses plantões a distância. O Estado tem visto a situação em Londrina e se posicionou de maneira solidária. O secretário Michele Caputo entrou em contato com a secretária Ana Olympia, mas não tenho mais nenhuma posição oficial'', afirma.
O diretor-superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, afirmou que o envio do ofício para a Câmara de vereadores foi no sentido de alertar a Casa, sobre um possível colapso na prestação dos serviços de saúde no município. ''Se amanhã acontecer alguma coisa mais grave a Câmara tem que saber. A gente faz parte da comunidade, e a comunidade tem que se informar, tem que saber o que está acontecendo'', alega.
A assessoria do Hospital Evangélico informou que está marcada para hoje, as 19h, uma reunião com o corpo médico da instituição para discutir, inclusive, estas novas medidas. De acordo com a assessoria, o Hospital só deve se manifestar oficialmente após o resultado desta reunião.
Até o fechamento da edição a reportagem não conseguiu entrar em contato com a assessoria do Hospital do Câncer de Londrina.

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