Prefeitura revoga licitação milionária de iluminação pública
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
O maior processo de licitação encampado pela Prefeitura de Londrina neste ano - de gestão do sistema de iluminação pública no valor de mais de R$ 53,4 milhões - foi revogado na última terça-feira por decisão da própria administração municipal. O anúncio foi feito ontem e o prefeito Barbosa Neto (PDT) admitiu que faltou ''segurança'' para dar continuidade ao processo, depois do alerta feito pela entidade de direito privado Observatório de Gestão Pública de Londrina que realiza um controle social e preventivo dos gastos públicos.
O parecer da entidade apontou que o edital continha irregularidades como: ausência de cotação de preços, de planilha detalhada de custos e de projetos básico e executivo; era amplo demais; e restringia a livre concorrência. O tema foi objeto de discussão com a atual administração, que teria concordado em revogar o edital e fazer um reexame do processo.
O secretário municipal de Gestão Pública, Marco Antônio Cito, apontou que o ponto crítico do edital era o planilhamento dos custos. Cito se reuniu com o Observatório mais o então secretário de Obras, Nelson Brandão, e ficou acertado um novo encontro para discutir a questão. A decisão foi então revogar a licitação. ''Por cautela e zelo, optamos por revogar para que o novo secretário (Marcelo Teodoro) trabalhe. Não vejo que houve pressa, mas talvez uma falta de detalhamento da parte do então secretário de Obras'', observou Cito.
Em visita à Câmara Municipal, onde fez um balanço de seu primeiro ano de mandato, o prefeito afirmou que ''o maior problema é que não há uma equipe técnica específica para elaborar um edital com segurança''. Por isso, a administração considerou que a melhor medida seria revogar o edital e reestudar a questão para, dentro de um ou dois meses, voltar a buscar a melhor solução para o sistema de iluminação pública de Londrina. A ideia é fazer um fracionamento de quatro ou cinco licitações menores, cuja soma não deve chegar a R$ 10 milhões, e reunir o restante em uma licitação maior de pouco menos de R$ 50 milhões.


