Prefeitura reabre licitação para Canal Educativo
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quarta-feira, 20 de junho de 2007
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina reabriu esta semana o processo de licitação para aquisição de equipamentos de implantação do Canal Educativo Municipal (CEM). O processo estava suspenso há quase um ano, e, pela modalidade de pregão eletrônico, terá abertura de propostas no próximo dia 3, às 8 horas. A sessão de disputa de preços acontece no dia seguinte, com valor máximo do certame fixado em R$ 69.150 - no processo de julho de 2006, o teto de gastos estava em R$ 77,9 mil.
A previsão é que o Canal Educativo entre em operação ainda este ano na TV a cabo. A concessão para as transmissões vem desde 1994, mas elas estavam desativadas já há mais de quatro anos. Desde o ano passado, a justificativa para compra de novo maquinário é que o atual estaria obsoleto.
O edital atual prevê aquisição de oito lotes de equipamentos. O mais caro, com preço máximo avaliado em R$ 25 mil, lista cinco estações de trabalho para edição de vídeo em plataforma desktop - valor unitário de R$ 5 mil. O segundo lote em que o Executivo mais prevê gastos, dessa vez da ordem de R$ 19.250, elenca duas câmeras filmadoras digitais (R$ 8 mil cada), cinco baterias reserva para câmera (R$ 250 cada uma) e dois tripés profissionais (R$ 1 mil a unidade).
Os lotes restantes se referem à compra de 200 fitas minidv profissional (R$ 5 mil), de um kit de iluminação para estúdio (R$ 8.500), três kits de iluminação (R$ 3 mil, ao todo), uma mesa de áudio com oito canais (R$ 1.200), três microfones profissionais para estúdio (R$ 2.400, ao todo) e quatro microfones de lapela com fio (R$ 1.200 cada um, no bolo geral de R$ 4.800).
No lançamento do edital de 2006, o secretário municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, considerou ''difícil'' a hipótese de contratação de pessoal para suprir a demanda do Canal. A justificativa tanto da Gestão quanto da Educação, à época, era que parcerias com outras secretarias, para produção de material, seriam suficientes para atender a produção.
Ontem, contudo, a diretora de tecnologia e apoio à educação da Secretaria de Educação, Daniela Zanoni Lima, admitiu que a pasta não dispõe de pessoal suficiente para dar conta de toda a programação do Canal Educativo. ''Talvez seja necessária uma equipe para reformular tudo isso, mas ainda não está definido. Primeiro é estabelecer qual será o objetivo (do Canal), se vamos ter de terceirizar alguma coisa, em que moldes, e qual a demanda inicial de trabalho'', disse.
De acordo com a diretora - que acompanha a licitação para compra de equipamentos -, só depois de reuniões entre a administração direta e a Sercomtel, provável parceira no empreendimento, é que alguns detalhes serão de fato definidos. Entre eles, há desde prazos para início de produção e veiculação de material, até locais de transmissão e tipo de programa. A idéia, salientou, ''é veicular programas educativos e culturais''.
Questionada sobre a redução dos valores, mas não no número de equipamentos, na comparação com 2006, a diretora justificou: ''A Prefeitura teve que refazer o orçamento; além do mais, houve flutuação do câmbio''.


