A Prefeitura de Londrina abriu – pela terceira vez neste ano – uma licitação para contratação de uma agência de publicidade para divulgação dos atos da administração direta municipal. A abertura da licitação, na modalidade tomada de preços número 27/05, foi publicada no dia 13, e prevê a prestação de serviços de publicidade por três meses a um custo máximo de R$ 640 mil. O contrato poderá ser prorrogado. A primeira tentativa do município para contratar uma agência de publicidade foi feita em fevereiro deste ano. O edital previa a prestação de serviços para a administração direta e indireta no período de dois anos no valor de R$ 5,7 milhões.
  O edital foi suspenso em abril devido à greve de 31 dias dos servidores municipais realizada em março. O edital também gerou polêmica entre as agências da cidade. Somente estavam aptas a entrar na disputa as empresas com capital social superior a R$ 360 mil e que apresentassem portfólio para municípios com mais de 500 mil habitantes. As duas exigências excluíam todas as agências londrinenses. O edital foi redisponibilizado em maio, mantendo o valor de R$ 5,7 milhões, reduzindo o período para 18 meses e suprimindo as polêmicas exigências do anterior.
  Segundo a diretora de Gestão de Suprimentos e presidente da comissão de licitação, Maria Aparecida Marques Lima, a concorrência foi anulada porque o edital não exigia das agências interessadas o certificado de qualificação técnica do Conselho Executivo de Normas Padrão da Atividade Publicitária (Cenp). ‘‘Foi por uma questão legal. Era um documento que deveríamos ter exigido. Sem esse certificado essas empresas não poderiam receber os honorários, a comissão de 20% pelos veículos de comunicação’’, explicou. As concorrentes devem comprovar patrimônio líquido de R$ 32 mil, o que corresponde a 5% do valor da licitação. As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro. Os envelopes serão abertos no mesmo dia.
  Na avaliação do secretário Municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, o atraso de nove meses na realização da licitação, não prejudicou a administração. ‘‘Não prejudicou até porque no mandato anterior ficamos quase dois anos sem publicidade’’, argumentou. Jacks salientou que o intuito é dar publicidade aos atos da prefeitura, fazer campanhas para melhorar a arrecadação do município, e divulgar os serviços prestados pela prefeitura. O secretário ainda esclareceu que a opção pela modalidade tomada de preços – que tem como valor limite R$ 650 mil – foi para dar celeridade ao processo.

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