A Prefeitura de Londrina reabriu a licitação para contratação de serviços de vigilância patrimonial a prédios das administrações direta e indireta, desta vez, com fracionamento das tarefas. O valor total do certame - cujo teto é de R$ 5.582.424,36 anuais, ou R$ 465.202,03 por mês - é cerca de R$ 422 mil a mais que o valor do edital suspenso no final do mês passado, quando a vencedora havia sido a empresa Segline, de Curitiba, pelo montante anual de R$ 5,160 milhões, e só inclui a mão de obra. Para hoje, a Gestão Pública prevê lançar o edital para fornecimento dos equipamentos de alarme monitorado, em um valor que deve ficar em 20% do edital da mão de obra.
Apesar dos valores lançados para as duas licitações serem maiores que o valor global pelo qual a Segline arrematara o serviço no mês passado, o secretário municipal de Gestão Pública, Marco Cito, que estima que, ao final, a administração economize pelo menos 20% do montante. De acordo com o secretário, a contratação dos serviços em dois lotes visa aumentar a quantidade de empresas concorrentes no processo - e, assim, explicou, dificultar a possibilidade de fraudes. ''Com a redução dos valores dos lances, tendo mais participantes, creio que podemos baixar entre 20% e 30% o valor global no preço final'', afirmou Cito. ''Não vamos fechar acordo a menos que haja economia em relação ao que é gasto hoje'', garantiu, referindo-se ao contrato de cerca de R$ 500 mil mensais (com alarme e mão de obra) executado desde 2006 pela Centronic.
A suspensão da primeira licitação foi anunciada em maio pela Gestão Pública porque, segundo o Executivo, teriam sido encontrados indícios de irregularidades no contrato que havia sido firmado com a então vencedora do pregão, a empresa Segline Segurança e Vigilância Ltda., de Curitiba. Na ocasião, o secretário apontou que haveria ''coincidências'' ilegais na composição da vencedora e da Centronic, investigada pelo Ministério Público (MP) por suposto pagamento de propina ao ex-secretário de Gestão e atual vereador Jacks Dias (PT). Tanto a empresa quanto o parlamentar negam a acusação, mas, semana passada, o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, informou que não estaria descartada a análise de suposta ''negociata'' entre o ex-secretário e o proprietário da Centronic, Nílso Rodrigues.
No dia em que depôs no Gaeco, Rodrigues negou ter participação na Segline. ''Não são empresas do mesmo grupo, são pessoas diferentes - a Centronic inclusive está encerrando suas atividades'', declarara. O recurso interposto pela Segline com o mesmo teor do declarado pelo dono da Centronic, após naufragar a licitação anterior, contudo, não foi aceito. ''Não vimos consistência nas alegações, pois a auditoria do MP nos remeteu um ofício confirmando essa ligação entre as duas empresas'', encerrou o secretário.

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