Prefeitura queria estudo sobre transporte escolar
Coincidência ou não, na semana passada - dias antes de a ação civil pública ser protocolada - a Prefeitura de Londrina abriu pregão para contratar um estudo sobre o transporte escolar rural, serviço classificado pela própria administração como ''satisfatório''. O objetivo seria subsidiar o próximo edital do serviço, cujo contrato atual vence em julho.
A prefeitura pretendia pagar até R$ 15 mil à empresa vencedora para mapear os itinerários, quilometragem e propriedades rurais atendidas pelo transporte escolar, mas nenhuma proposta foi apresentada no pregão. Na semana passada, quando questionada pela FOLHA sobre o porquê de um estudo para otimizar um serviço já considerado bom pela prefeitura, a secretária municipal de Educação, Carmem Sposti, ficou irritada.
Ontem, a prefeitura se manifestou somente por meio da assessoria de imprensa. Informou que aguardaria notificação da Justiça para se pronunciar sobre a ação. A mesma declaração foi prestada pela secretária municipal de Gestão Pública, Maria José Barbosa, ao ser consultada pela reportagem. ''Ainda não recebi nada.'' À época do contrato contestado pelo Ministério Público (MP), o titular da pasta era Jacks Dias, que deixou o cargo no mês passado.
O Município já anunciou que pretende promover novo pregão para a realização do estudo em março, e que a empresa vencedora terá prazo de quatro meses a partir da ordem de serviço para entregar os resultados. (V.N.)





