Prefeitura quer trocar dívida por área do ILS
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Diante do pedido do Grupo Massa de R$ 3,3 milhões pela área de 40 mil metros quadrados - necessária para aumento da pista do Aeroporto e instalação do ILS - da falida Indústria Têxtil Carambeí, a Prefeitura de Londrina estuda novas alternativas de negociação. Segundo o secretário de Governo, Tercílio Turini, o município pode até não pagar nada pela área. Existe uma dívida em impostos de mais de R$ 1,9 milhões. Ao analisarmos toda essa situação, somente o valor dos impostos pagaria a área. Há ainda a questão da lei de parcelamento do solo. É necessário que sejamos compensados de alguma forma, disse.
Ainda conforme ele, pelo valor anunciado do arremate, o preço proporcional da área deveria ser de R$ 1,2 milhões - e não os R$ 3,3 milhões pedido pelo grupo - se dividido pela metragem total. A respeito do parcelamento do solo, o secretário explica que, uma lei municipal prevê que em edificações acima de 20 mil metros quadrados, 35% do terreno deve ser destinado ao município, o que corresponderia mais de 70 mil metros quadrados da antiga Carambeí.
Para o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina
(Idel), Paulo Muniz, apesar da demonstração de interesse do grupo na negociação, considerando o valor requerido, dificilmente haverá um acordo. Temos que adequar esses valores para o preço de mercado. Não podemos pagar R$ 3,3 milhões por cerca de 40 mil metros quadrados, quando eles arremataram toda a área de 225 mil metros por R$7 milhões. Estamos tentando viabilizar a negociação de forma amigável, pois precisamos do terreno. O local é de interesse coletivo e não pode ficar à mercê do desentendimento ou interesses. O valor de R$ 3,3 milhões foi com base no primeiro anúncio da Comissão de Avaliação do Município, em 2007.
Ainda sobre as declarações do presidente da Câmara, Jairo Tamura (PSB), que defende a retomada total do terreno doado pela prefeitura à Carambeí há 39 anos, Turini descarta a possibilidade. Pelo meu conhecimento jurídico e informações que obtive, é praticamente impossível que isso ocorra, comenta para completar: Se não houver uma negociação amigável, só nos resta uma alternativa judicial. O terreno foi doado pelo prefeito Dalton Paranaguá, com isenção de impostos por 20 vinte anos.
Há uma semana, o município declarou utilidade pública a área de 39,6 mil metros quadrados da Carambeí. Desde então, a negociação com o Grupo Massa - que arrematou em leilão a área de 225 mil metros quadrados - que parecia estar encaminhada, pode demorar um pouco mais a se concretizar. Isso porque também corre recurso da própria Carambeí, que discuste valores do arremate do Grupo.


