Curitiba A Prefeitura de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, pretende repassar dois terminais de ônibus, dois cemitérios, três ginásios de esportes e o estádio municipal ao instituto de previdência do município, o Ipemat. O objetivo é quitar parte de uma dívida de R$ 20 milhões da prefeitura junto ao instituto, acumulada desde 1991.
A Câmara Municipal deve votar amanhã projeto de lei que autoriza o prefeito César Manfron (PTB) a desfazer-se dos edifícios públicos para amortizar R$ 7,8 milhões da dívida. O vereador Luís Romero Piva (PT) pretende entrar com uma ação na Justiça para impedir que a lei entre em vigor.
''Ninguém teve tempo para analisar o projeto e está tudo sendo levado a toque de caixa pela bancada governista. Vamos organizar uma manifestação popular no dia da votação para impedir esse absurdo'', promete Piva. Ele quer adiar a votação para que alternativas para o pagamento da dívida sejam estudadas. ''Como a população carente vai fazer para enterrar seus mortos se os cemitérios municipais saírem do controle da prefeitura?''
Segundo o procurador-geral da prefeitura, Osvaldo Luiz Trevisan, a transferência dos prédios não trará prejuízos à população. ''Como o instituto é uma autarquia vinculada à prefeitura, podemos garantir que para os moradores nada vai mudar. As taxas cobradas pelo cemitérios continuarão as mesmas e a população continuará tendo acesso aos ginásios.''
Trevisan afirma que a transferência dos prédios públicos foi a única maneira encontrada para pagar parte da dívida, contraída quando o município adotou um regime próprio de previdência. ''As contribuições dos servidores vinham para o cofre do município, mas eram usada para outros fins além do pagamento de pensões e aposentadorias. Pela lei, isso tem que ser sanado.''

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