Prefeitura quer reativar convênio
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
De Curitiba 
O procurador-geral do município de Curitiba, Luiz Carlos Caldas, entrou ontem com recurso no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o objetivo de reativar o convênio entre a prefeitura e a Cooperativa de Trabalhadores (Cosmo), suspenso há dois dias por determinação do juiz da 1ª Vara do Trabalho, Leornado Vieira Wandelli. Segundo Caldas, foi protocolado no TRT um agravo regimental, que ainda aguarda julgamento. Estamos na expectativa de resultado favorável, disse o procurador.
Irritados com a suspensão do convênio com a prefeitura, cerca de 250 cooperados da Cosmo fizeram um protesto na tarde ontem em frente ao TRT. O cooperado Célio Branco Moreira engrossava o coro que gritava a cooperativa é nossa. Ele está com mais de 50 anos, não tem o 2º grau completo e disse que sem a cooperativa terá grandes dificuldades para encontrar trabalho.
Enquanto os manifestantes protestavam do lado de fora, dentro do prédio do TRT a presidente do tribunal, juíza Adriana Nucci Paes Cruz, conversava com o presidente da Cosmo, Paulo César Rodrigues; a primeira-dama e presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Marina Taniguchi; e procuradores do município. A conversa foi informal e a juíza mostrou-se sensível à situação dos cooperados. Entretanto, ela não pode intervir nos procedimentos do Ministério Público (MP) do Trabalho, que defende a suspensão do convênio.
O procurador do Trabalho Jaime José Bílek Iantas afirma que a Cosmo não é uma cooperativa de trabalhadores e sim uma empresa de intermediação de mão-de-obra, usada como fachada para contratações sem respeitar as leis sociais. Ele argumenta que os cooperados não têm direito a 13º salário, férias e FGTS.
Depois da reunião com a juíza, os cooperados foram até a sede do Ministério Público do Trabalho, na região do Largo da Ordem. A diretoria da Cosmo foi recebida pela procuradora Marisa Tiemann. Segundo a diretoria da Cosmo, o MP não se mostrou receptivo e manteve sua posição. Paulo César Rodrigues disse que a cooperativa age dentro da lei das sociedades cooperativas. (M.D.)


