A Prefeitura de Londrina deve ajuizar hoje um pedido de intervenção nas duas organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) - Atlântico e Gálatas - investigadas por supostas irregularidades nos contratos firmados com o município. As entidades responsáveis pelo Programa Saúde da Família (PSF), Endemias, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Policlínica foram alvo da operação ''Antissepsia'' deflagrada terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, e polícias Civil e Federal. Segundo as investigações, haveria um esquema de cobrança de propina entre representantes das Oscips e agentes públicos, entre eles o ex-procurador jurídico Fidélis Canguçu.
''Ainda precisamos reunir algumas informações para um melhor embasamento (para o pedido de intervenção)'', explicou o novo procurador-geral do Município, Paulo César Tieni.
A intenção de solicitar a intervenção nas entidades foi explicada pela secretária municipal de Saúde, Ana Olympia Dornellas, em entrevista coletiva realizada ontem de manhã. De acordo com a secretária, a medida se faz necessária para assegurar o pagamento dos funcionários e a continuidade dos serviços, já que o contrato emergencial com as entidades vence no próximo dia 8.
Ana Olympia anunciou também, que já foi feita a solicitação de uma sindicância junto à Corregedoria, nas comissões de avaliação dos programas de saúde. ''Precisamos saber como foi a apuração dos fatos'', revela. Junto a este pedido, a secretaria de saúde, afirmou que já foi encaminhada uma solicitação de urgência para a conclusão do processo de auditoria interna pela controladoria.
Na última terça-feira, o Ministério Público (MP) atribuiu à Controladoria e aos demais órgãos de controle, a responsabilidade pelos últimos escândalos envolvendo a saúde no município. O MP chegou a recomendar que a administração cessasse com os contratos emergenciais na prestação do serviço. Olympia declarou que tais medidas já estão sendo tomadas. ''Em relação aos programas temos SAMU e Central de Regulação já em processo de pregão eletrônico'', afirmou.
Ana Olympia também anunciou a municipalização dos serviços da Policlínica e do PSF. ''Queremos aumentar a adesão de servidores para que tenhamos maior número de equipes próprias. Até lá, teremos que ter um convênio de cooperação técnica com alguma entidade'', concluiu a secretária. A secretária confirmou a carência de profissionais e disse que a Prefeitura pretende suprir essa falta por meio de um plano de cargos e carreiras que pode vir a ser viabilizado em breve. ''Já existe a determinação do prefeito para que se faça o aumento salarial da categoria.''

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