Prefeitura prorroga estado de emergência na saúde
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quinta-feira, 01 de setembro de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina vai prorrogar por mais 90 dias o estado de emergência na saúde municipal, declarado há três meses, e que venceria no próximo dia 6. A medida foi uma das propostas aprovadas durante reunião que aconteceu ontem na Câmara Municipal e foi considerada de extrema importância para a manutenção da prestação de programas da Saúde, como o Sistema de Internação Domiciliar (SID).
O secretário Municipal de Saúde, Márcio Nishida, afirmou que a proposta é prorrogar os contratos dos profissionais que estão trabalhando até o início de dezembro. Durante esse período o município tentará viabilizar um teste seletivo para contratar novos profissionais.
Além da manutenção do SID, a Prefeitura propôs o pagamento de um incentivo para plantões presenciais nas especialidades previstas na portaria 2048 - anestesiologia, clínica médica, cirurgia geral, traumato-ortopedia, pediatria, ginecologia-obstetrícia, intensivista neonatal e pediátrico. Além disso a administração voltou atrás na decisão de cortar o pagamento de plantões a distância e propôs, também, caso seja aceito pelos médicos, um pagamento de valor de consulta de especialidade médica de 110% do valor médio pago por convênios.
Nishida afirmou que a medida é para garantir e não limitar o atendimento dos pacientes. ''Por exemplo, o paciente que precisa de uma avaliação na urgência e emergência de um especialista, caso não exista esse profissional para atendê-lo, será chamado um médico e ele terá remuneração diferenciada por essa especialidade'', declarou. A Secretaria Municipal de Saúde agendou uma reunião para a próxima segunda-feira (5) com diretores dos hospitais, representantes da Associação Médica e Sindicato dos médicos para discutir as propostas apresentadas ontem.
Quanto à prorrogação do estado de emergência, o secretário afirmou que a medida foi aprovada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT). ''Essa questão já foi aprovada. Estamos em conversa diária com ele'', afirma.
Os debates foram promovidos pelo Legislativo, que na semana passada aprovou, em caráter de urgência, o trancamento parcial das pautas na Casa para priorizar o tema ''Crise na Saúde''. A medida inédita é uma proposta da vereadora Sandra Graça (PP), que ontem, declarou que os debates formaram um elo entre os principais envolvidos, permitindo soluções que devem refletir na prestação dos serviços ao usuário.
''Tivemos dois avanços concretos: a prorrogação do contrato do SID sem interrupção dos serviços e a decisão do município de acatar os pagamentos dos plantões a distância, ainda que num molde diferenciado'', declarou Sandra, acrescentando que o próximo passo agora é elaborar um cronograma de execução das propostas elencadas durante o trancamento de pauta. ''Isso é um compromisso que nós assumimos, vamos acompanhar a evolução dessas propostas. Temos problemas que ainda ficaram pendentes. As discussões não se encerram por aqui'', afirmou.cm
O diretor-superintendente da Irmandade Santa Casa, o médico Fahd Haddad, afirmou que agora é uma questão de ponderar com a categoria para que as propostas sejam levadas a diante. ''Pela primeira vez está se reconhecendo a necessidade de ter plantões a distância ou presenciais, principalmente para atender urgência e emergência. Vamos discutir com a secretaria a viabilidade disso'', afirmou.
Segundo ele, o Conselho Federal de Medicina recomenda que os hospitais tenham os plantões presenciais e, quando algum profissional, de alguma especialidade fica à disposição, ele tem que ser remunerado. ''Vamos discutir com a Secretaria que está reconhecendo a necessidade de ter esses profissionais nas unidades de saúde. O importante é que a população tenha assistência. Vamos levar essa proposta para eles aprovarem, ou não, precisamos desses profissionais convencidos e concordando com esses valores de remuneração'', declarou.


