A Prefeitura de Londrina deve fazer alguns ajustes no orçamento deste ano para compensar a previsão de um deficit de R$ 11 milhões na área de saúde do município. A informação foi prestada ontem pelo prefeito Barbosa (PDT), durante a entrevista coletiva semanal.
A área de saúde é considerada o ponto mais crítico da administração municipal, mesmo com a destinação de 22% do orçamento para o setor, o que corresponde a cerca de R$ 220 milhões este ano.
Segundo o prefeito, uma das causas do deficit seria o atendimento que o município presta a moradores de outras cidades. Conforme Barbosa, Londrina gasta cinco vezes mais por habitante na área de saúde que outras cidades da região.
Barbosa Neto defende que haja uma revisão na forma de repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) às prefeituras, em especial para as cidades que são referência médica por atenderem a pessoas de outras cidades e até de outros estados.
O prefeito disse que não saberia dizer qual o percentual adequado para compensar este atendimento porque ''é leigo'' no assunto. ''É preciso que sejam feitos os cálculos e que tenhamos a informatização desses serviços para saber de onde vem esses pacientes e quais os atendimentos eles mais buscam'', justificou.
Ele afirmou que o assunto deverá ser discutido em um seminário a ser realizado nos dias 28 a 30 deste mês, reunindo especialistas do setor. O prefeito acredita que esta poderá ser uma ''experiência embrionária'' de gestão plena do sistema, como pretende o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. ''Essa é a hora para que se faça uma discussão mais aprofundada porque o SUS chegou a um ponto máximo de exaustão e precisa ser visto de forma regionalizada'', disse o prefeito.
O prefeito lembrou que os problemas da área de saúde em Londrina são antigos mas que ''eclodiram'' na atual administração. Segundo ele, a situação não teria chegado a um ponto tão crítico se tivesse havido mais cuidado na hora de terceirizar serviços, como no caso do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). Barbosa Neto comparou este momento à manoba de um ''grande cargueiro'' que está em alto mar e precisa ser conduzido a um ''porto seguro''.

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