A Secretaria Municipal de Fazenda define no início da próxima semana se haverá ou não atraso no pagamento do mês de novembro. Até ontem, o secretário Wilson Sella trabalhava com a hipótese de repassar os valores dos contracheques apenas dois ou três dias depois do prazo limite.
O Executivo alega que a paralisação de 106 dias no funcionalismo, finalizada em assembléia anteontem à tarde, afetou a arrecadação da dívida ativa. O motivo é o fechamento do prédio da Prefeitura durante 100 dias - a rebertura veio apenas com determinação judicial -, o que teria dificultado a arrecadação de pelo menos R$ 15 milhões em impostos atrasados e à espera de renegociação.
Ontem, Sella confirmou a probabilidade de atraso, mas ressalvou: caso se mantenha a arrecadação da última semana, com a reabertura da sede, o quadro pode se normalizar. ''Pelas nossas previsões, teríamos problemas se deixássemos de arrecadar cerca de R$ 2,5 milhões até o fechamento da folha. Mas estamos num padrão bom: já são R$ 1 milhão até hoje (ontem)'', afirmou.
A respeito de eventuais descontos, o secretário garantiu que a administração deve efetuar o abatimento de 1/12 de quem aderiu à greve - a parcela é o teto autorizado pela lei municipal que criou o Estatuto dos Servidores Municipais de Londrina. Se o fim da paralisação - com a manutenção do estado de greve -pode implicar em negociação dos dias parados? ''Ainda não temos uma posição definida sobre isso'', resumiu Sella.
Na greve do ano passado, oito dos 31 dias de paralisação foram descontados, mas devolvidos mediante decisão judicial de maio passado. Já os descontos dentro da greve atual - o primeiro veio no holerite passado - foram questionados pelo sindicato que representa a categoria, o Sindserv, em recurso ingressadono Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ainda não há decisão sobre o assunto.

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